"Do you think you'd sell your soul to just have one thing to turn out right? For the thousandth time you turn and find that it just makes no difference to try. Like Holden Caulfield, I tell myself there's got to be a better way. Then I lay in bed and stare at the ceiling – Dream of brighter days" [Get It Right – The Offspring]

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

YGOWE T1C1PtII – LUTE ATÉ O FIM, BLAST MAGICIAN!

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– NaNiKaNaNaNiKaNaNaNiKaNaBonJuaKoNe!!
– Temos uma carta especial hoje?
– Sim. “Remova qualquer numero de contadores mágicos sobre este card para destruir um monstro no campo com a face para cima com um ATK de 700 pontos (x) o numero de contadores mágicos removidos ou menos”.
– Oh!... Mas como faz para receber os contadores mágicos?
– Ops. Descobri que eu não faço idéia.

YGO WET1C1PtII – LUTE ATÉ O FIM, BLAST MAGICIAN!


         – Apenas posiciono um monstro em face para baixo e encerro meu turno. Jonas abria o duelo com uma expressão indecifrável.
“Ou a mão está com problemas e ele planeja se defender, ou é apenas um teste”, Paulo refletia em resposta ao movimento adversário. Ele comprou a sua carta do turno, respirou pesadamente, ordenando a ordem das cartas a serem jogadas, e, como que se aguardasse por um não movimento em oposição, bateu forte com uma carta na mesa. – Eu ativo “CALL OF THE MUMMY”. Ele olhou para a mão algum tempo e, separando duas cartas, começou as invocações. – Trago especialmente um “RYU KOKKI” (2400/2000), e invoco este cara aqui.
Além do ogro formado inteiramente de ossos, que serpenteava pela arena, surgiam também duas criaturas sombrias que, contando como somente uma carta de monstro, flutuavam em volta do colosso previamente invocado.
– Mas como? Gordo, como fez isso?! – O dono do deck não podia acreditar. Circulava de um lado ao outro, sem conseguir entender como o Paulo podia jogar identicamente a ele.
– Cara, calma, eu só fiz o que te vejo fazer todos os dias. Eu posso jogar assim, não é? Ele sorria presunçoso. Sabia que sim.
– Claro que pode! Aliás, é assim mesmo que se faz!
– Tá legal. Agora chega de papo. Ataco com o “RYU KOKKI” o seu face-down, Jonas.
O ogro se erguia de sua forma de serpente e mergulhava em um avanço decidido contra a carta que estava para se revelar.
– Esse é o “BIG SHIELD GARDNA”, não é? Paulo perguntava, apenas para incendiar ainda mais o início de partida. Ele não apenas sabia jogar por si como também conhecia bem as cartas adversárias.
         Devido à defesa do guardião de escudo ser superior ao ataque do colosso de ossos, 200pts de dano foram reduzidos da vida de Paulo. [Paulo: 4000LP -> 3800LP]
         – E agora o seu monstro passa para a posição de ataque! Quando “BIG SHIELD GARNA” batalha em defesa, ele é transferido para a posição de ataque; essa eu conheço bem – Tentava impressionar ainda mais, Paulo. No entanto, segundo uma pequena correção, antes de o guardião mudar de posição, ele deveria ser destruído.
         – Como assim? Paulo perguntava.
         – Habilidade do “RYU KOKKI”. Quando ele batalha com um monstro do tipo Mágico ou Guerreiro, ele destrói o monstro ao término do Cálculo de Dano. Juan explicava.
         – Quer dizer que... Espera aí! O baralho do pequeno Jonas é basicamente composto de Monstros do tipo Mágico e Guerreiros, não é verdade? Hahaha! – Outra vez sua risada insana. – Pobre Jonas! Meu monstro é um animal! Entre as cartas do teu baralho, aposto que apenas o “DARK MAGICIAN” pode destruir o meu “RYU KOKKI”, mas mesmo que isso ocorra, o mago seria destruído junto. E daí é só eu descer outro “RYU KOKKI”, hahahaha! O duelista fora de forma ria tanto que mudava de cor. Por um momento pareceu que ele sofreria de um enfarte ali mesmo.
         – Eu vou superar isso, só espera um pouco – Jonas respondia em vão. Nada pararia as gargalhadas do Paulo.
         – Agora eu te acato direto com o “DOUBE COSTOM” (1700/1650)!
         – As bolotas flutuantes atravessaram o adversário e seus corpos fantasmagóricos causaram a redução dos pontos de vida do mesmo. [Jonas: 4000LP -> 2300LP]. – Seu turno – Paulo concluía.
         – Eu puxo! Invoco “BLAST MAGICIAN” (1400/1700) em modo de ataque, e o equipo com a força mágica de “MAGE POWER”!
         O guerreiro mago vestindo couro negro e escarlate, empunhando uma foice de prata, aparece em campo. Uma aura avermelhada toma forma ao seu redor, simbolizando o poder adquirido através do feitiço equipado a si. [1900/2200].
         – Para cada mágica ativada enquanto “BLAST MAGICIAN” está de face para cima no campo, ele recebe um contador. Então pode contar um já. – Jonas explicava ritmado, preparando seu próximo movimento claramente baseado na habilidade especial de seu mago em campo.
         – Eu posiciono dois cards, assim aumentando o poder do meu mago em mais 1000 pontos devido à adição de outras duas cartas em minha zona de mágicas e armadilhas enquanto “MAGE POWER” está em campo [2900/3200]. Analisando a dupla de cartas em mãos, Jonas lança um olhar às criaturas adversárias. Ele parece estar decidindo qual será o movimento a seguir. Segundos depois...
         – Pronto! Vai ser assim: “BLAST MAGICIAN”, ataque o “DOUBLE COSTOM”! – O mago vermelho desenha um símbolo com sua arma imediatamente causando a destruição dos fantasmas. [Paulo: 3800LP -> 2600LP].
         – Ainda, antes de encerrar minha vez, eu ativo isto! – Jonas revela uma das cartas posicionadas. “NIGHTMARE STEEL CAGE”. Os dois jogadores são aprisionados cada um dentro de uma pequena gaiola. – Pelos próximos dois turnos, tempo em que esta carta se mantém ativa, nem eu e nem você podemos declarar ataque com nossos monstros. Isso deve ser o suficiente para prevenir o “RYU KOKKI” de fazer os seus truques sujos. E não se esqueça, aqui vai mais um contador para o meu mago.
         – Paulo, cuidado! – Embora o duelista zumbi estivesse tentando alertá-lo sobre o perigo que representava a criatura sobre controle do Jonas, Paulo ergueu uma mão em sinal de fazer com que a informação fosse guardada para si. – Sabe? Estou confortável durante esta partida – ele respondeu – Pretendo descobrir a habilidade deste mago por conta própria. O Jonas não vai se safar assim tão fácil do meu “RYU KOKKI”. Espere e veja. Porque agora é minha vez!
         Paulo compra, separa uma carta de sua mão e, após lê-la para se certificar do efeito, a ativa. – Meu alvo é a sua “NIGHTMARE STEEL CAGE”, estou jogando uma “MYSTICAL SPACE TYPHOON”, ok?
         – Não, claro que não está ok! Vou responder com esta, “SPELL SHIELD TYPE-8”, ativando o seu segundo efeito – Jonas contra-atacava sobressaltado. – Quando uma carta mágica é ativada, isto me permite descartar uma carta mágica da minha mão, e assim negar a ativação de uma mágica do seu lado do campo destruí-la.
         O tufão vai de encontro à mágica adversária, quando então um escudo hightech se materializa para bloquear a rajada de vento.
         – Ok – Paulo respondeu mantendo a mente fria. É o máximo que eu posso fazer agora. Jogo uma carta invertida e encerro minha vez. Um turno destas suas gaiolas malditas se foi.
          Jonas comprou a sua carta e imediatamente a posicionou. Olhou brevemente o cemitério e, em tom de insegurança, encerrou o turno.
         – Jonas, malditas sejam estas tuas gaiolas! Eu passo sem jogar nada. Paulo comprava e encerrava em seguida, sem realizar nenhum movimento.
         – Você podia ter mudado a posição do “RYU KOKKI”. Sabias disso, não é? – Juan pergunta para o Paulo, quem responde: – Deixa que é eu que sei aqui. As gaiolas desaparecem tão logo chega o turno do Jonas.
         – Observe, o garoto moreno disse. Agora ativo o efeito especial da carta que está em meu cemitério. Ao invés de comprar neste turno, eu posso adicionar a “MAGICAL BLAST”, a qual eu descartei dois turnos atrás, para a minha mão.
         Jonas revela a carta mágica e declara a sua ativação. – Posso ativá-la se eu controlo ao menos um monstro do tipo mágico. Isto causa 200 pontos de dano ao adversário para cada monstro do tipo mágico que eu controlo de face para cima. [Paulo: 2600LP -> 2400LP]
– Que miséria – Juan começa – Já ouvisse falar de “FINAL FLAME”, Jonas?! Talvez até esta porcaria te fosse mais útil.
– Dudu, o que interessa agora não é causar dano, mas sim tirar o “RYU KOKKI” daqui. E com esta jogada eu posso fazer isso.
– Que jogada? Tens apenas três contadores sobre o seu mago após a ativação desta mágica, e só podes trazê-la de volta no turno que vem. E o ataque do “BLAST MAGICIAN” não excede ao do “RYU KOKKI”. Na verdade, tendo apenas esta carta invertida em teu campo em combinação com a “MAGE POWER”... Espera aí? Que carta seria essa? – Juan possui uma vaga idéia do que acontecerá a seguir.
         – Eu revelo a minha carta armadilha! – Jonas anunciava cheio de si. – “PITCH-BLACK POWER STONE”! E quando ativada, ela recebe três contadores mágicos, sendo que, uma vez a cada turno meu, eu posso enviar um contador sobre ela para outra carta em campo que seja apta a receber um contador. E o alvo deste turno é o “BLAST MAGICIAN”, totalizando quatro contadores mágicos sobre ele.
         – Tá, e o que ele faz agora? – Paulo perguntou sem realmente querer saber a resposta.
         – Ele pode destruir monstros adversários por remover contadores sobre. Para cada 700 pontos de ataque que sua criatura tiver, eu devo remover um contador. Sendo assim, eu removo os quatro contadores sobre meu mago e destruo o seu “RYU KOKKI”.
         Um buraco se abre embaixo da serpente de ossos, revelando uma intensa luz vermelha que justifica fácil a tradução do nome do mago no oriente. “BLOODY MAGICIAN – MAGICIAN OF PURGATORY” / “MAGO SANGUINÁRIO, FEITICEIRO DO PURGATÓRIO”. A breve visão do Inferno atrai e pulveriza facilmente o zumbi colosso.
         – E a melhor parte, Gordo Paulo! Como o “RYU KOKKI” está sendo enviado pela habilidade especial do meu mago, isto significa que não houve batalha entre ambos. Assim, sua habilidade de destruir monstros do tipo mágico não pode ser ativada – Jonas explicava triunfante. – Para terminar, te ataco diretamente com meu mago, agora!
         – Se este ataque me acertar, a partida está encerrada! Vou ativar a minha carta armadilha, então. “SAKURETSU ARMOR”!
         Uma armadura de aspecto demoníaco surge em frente ao ataque do mago, aniquilando–o junto com a própria.
         – Eu já esperava por isso – Jonas respondeu um passo na frente do seu adversário. É por isso que salvei esta carta até o fim. Posiciono um monstro em modo de defesa e encerro a minha vez.
         “Que diabos ele estava guardando até agora?” Paulo imagina. Não é típico o Jonas ter planos B durante duelos. – Ok, é minha vez então – Paulo compra a carta e continua – Dudu, acho que comprei a tua carta favorita. Vou ativar o efeito da “CALL OF THE MUMMY”, e vou trazer o “DESPAIR FROM THE DARK” (2800/3000)!
         Uma criatura tão grande surgiu no campo de batalha, que a sua proporção imensa, sem dúvida alguma, podia ser observada de lugares remotos do bairro. Um desenho negro tomava forma erguendo-se a muitos metros de altura. Ao fim, um semblante de aspecto malevolente, com mãos tão largas quanto o próprio estabelecimento, encarava o seu adversário com um olhar ameaçador.
         – ***** que pariu! Isso é grande mesmo! Paulo sibilava animado. A empolgação de encerrar o duelo naquele momento subiu à sua cabeça. Mas infelizmente, para ele, a única opção era apenas um monstro. Não haveria ataques diretos neste turno. Tentando administrar a euforia por controlar algo tão imenso no campo de batalha, Paulo entra em fase de batalha. – Desespero, ataque agora aquele monstro em defesa! – Ele comandava, enquanto a projeção sombria enterrava uma de suas mãos fantasmais contra a criatura adversária.
         – O que você destruiu foi a minha “MAGICIAN OF FAITH”, revelou Jonas. A habilidade FLIP da minha carta foi ativada. Quando ela é revelada em um chamado ou por um ataque do oponente, isto ativa: Eu posso trazer uma carta mágica do meu cemitério de volta à minha mão. E eu escolho a “NIGHTMARE STEEL CAGE”.
Jonas planejava reerguer suas defesas, mas seus planos não levavam em conta a carta que seu adversário havia comprado no turno anterior.
– Certo, Jonas, eu vou ter que ativar esta aqui então; parece que não é só você quem possui alguns truques aqui. Já que você colocou uma carta em sua mão, agora vou jogar com esta!


~[continua...]~

Qual será a carta prestes a ser ativada?

Possuirá esta algum efeito para atacar a mão adversária?

Conseguirá Jonas se reerguer no Duelo?

Não percam os últimos turnos da partida!


YGOWE T1C1PtIII – DECISÃO: SUPERANDO UMA JOGADA EXTREMAMENTE MERECIDMENTE BANIDA!


O Mago volita até o Duelista, direcionando seu centro. – Sinto por te desapontar, mas esta partida termina aqui.

FICTION: YGOWE T1C1PtI – [O INÍCIO]


YGOWE T1C1PtI – INTITULADO [O INÍCIO]

         A arena no ginásio da escola estava completamente cheia, repleta de duelistas que assistiam ao confronto de dois colegas de turma. Entre o imenso público, muitas pessoas estavam presentes apenas por ser um tumulto. Nem todos ligavam para as cartas e estratégias. E, sobre isso, tudo indicava que o Jonas também não ligava para estratégias...

– Eu invoco esta, “SKILLED DARK MAGICIAN” (1900/1700). Um mago, vestindo uma roupa puída e antiga, com o rosto escondido nas sombras de seu capote, segurando um bastão de metal, surge em campo para reafirmar a inabalável confiança de momentos atrás. Tudo de que Jonas precisava era de uma carta assim.

– Eu não acredito que troquei isso contigo! Juan, – conhecido pela arena como “Dudu” – um apelido detestável; vamos combinar? –, emanava frustração pela inesperada compra adversária, revelando estar tenso de acordo com como a partida começava a se desenvolver. Sua presença de campo era um “LORD VAMPIRE" (2000/1500), uma “CALL OF THE MUMMY” de face para cima, e uma carta de face para baixo. – Não dá para aceitar uma coisa dessas, o monstro é LV4 e carrega todos estes status?! – Mesmo com o monstro mais forte em campo, não seria em uma hora dessas que o duelista zumbi deixaria de reclamar sobre movimentos adversários.

– Eu ativo “MYSTIC BOX”, e seleciono meu “GAZELLE THE KING OF MYTHICAL BEASTS” (1500/1200). Isto vale em troca da destruição do seu “VAMPIE LORD”! – Jonas comandou a mágica com suas mãos estendidas. Duas caixas mágicas cobriram a fera e o vampiro lorde de sorriso maligno. Espadas atravessavam as caixas no campo da fera, enquanto nada acontecia com a caixa onde supostamente se encontrava o vampiro. Porém, um momento depois, quando as caixas revelavam seus segredos, havia a fera ao lado do adversário enquanto sinal algum de vampiro sobre o campo. – Não se esqueça da habilidade especial do meu “SKILLED DARK MAGICIAN”, que ganha um contador mágico para cada carta mágica que nós ativamos!

– O que planejas fazer com isso? – perguntou Juan, assim como todo o ambiente também. A atmosfera se animava com a jogada, mas muitos dos presentes sabiam da habilidade especial do monstro recém enviado ao cemitério. E tanto para os presentes quanto também para o auto considerado melhor duelista da escola, a jogada adversária não passava de desperdício de cartas.

– Dudu, eu sei da habilidade do seu monstro. Não te preocupa com isso, ao invés, dá uma olhada nesta! Porque o que ativo agora é a “MONSTER REBORN”, trazendo de volta a vida o seu vampiro sob meu controle! E claro, colocando um segundo contador mágico sobre o meu mago.

– Isso é mau, ou bom, sei lá! O Jonas vai finalmente ganhar uma partida do Dudu, e na frente de todo mundo! – Gabriel, um personagem baixinho e que em breve não mais aparecerá na estória, apenas um duelista casual amigo de ambos os duelistas da arena, observa.

– Mais um contador e lá vem o “DARK MAGICIAN!” – outros personagens irrelevantes comentam sem perceberem lhes faltar o ar enquanto aguardando ansiosamente à ativação de outra carta mágica.

– Dudu, aqui está: “MYSTICAL SPACE TYPHOON” – Jonas ativava o tufão que destruía a mágica de face para cima no campo adversário, adicionando o último contador mágico ao seu monstro. – E agora ativo a habilidade especial do meu “SKILLED DARK MAGICIAN”, sacrificando-o quando possuo três contadores mágicos, posso trazer o todo poderoso “DARK MAGICIAN” (2500/2100). O mago puído desaparecia envolto de uma luz negra, dando lugar à icônica criatura dos Monstros de Duelo. O Ginásio inteiro contemplava a lenda, dando ainda mais majestade à presença inquietante do mago supremo. Com exceção de Mutou Yugi, poucos foram os jogadores a possuírem tão poderosa carta. Dedicado a seguir com um baralho de seu ídolo, Jonas era um dos raros jogadores a apresentar a carta uma vez ou outra em suas partidas.
Após buscar seu grande mago, num imenso baralho de sessenta cartas, Jonas tinha a plena certeza de uma vitória tanto quanto ele não deveria ter. O seu adversário não era visto como um duelista sujo – algo pelo qual o próprio se alto proclamava, aliás – por uma razão qualquer. Uma carta em campo sempre significava um truque barato quando se tratava do Juan como adversário. E nesta manhã as coisas não seriam diferentes. Controlando o Às do seu duelista favorito, Jonas declara um ataque contra a criatura bestial agora em campo adversário. [Juan: 4000LP -> 3000 LP]
– Agora, “VAMPIRE LORD”, ataque diretamente para reduzir a vida adversária a... – Por mais que o seu primeiro ataque tivesse funcionado, o segundo revelaria o verdadeiro vencedor da partida.
         – Calma aí –, interrompia Juan. Por mais que ele sentisse orgulho pela jogada do amigo, e também pena por arruiná-la no fim, a única coisa que transparecia era um sorriso tedioso. Com seus movimentos contidos ele se movia para terminar a partida um turno depois. – Olha, essa foi por pouco, por pouco mesmo, se não fosse a minha armadilha... Mas, quando o “VAMPIRE LORD” ataca, retorno ele à mão do dono original, que sou eu, com a “COMPULSORY EVACUATION DEVICE”! “Ainda bem que eu uso três desta”, Juan pensou. “LORD VAMPIRE” foi chutado do campo automaticamente após a ativação da armadilha.

          “Bom, dessa vez o Jonas perdeu jogando bem, Não foi declarando ‘monstro’ quando infligiu dano de batalha com uma ‘VAMPIRE LADY’, ao menos”. Observava em silêncio, escondido em meio à multidão, um garoto obeso e cabeludo, quem secretamente carregava duas garrafas de licor por debaixo do casaco imenso o qual vestia. “Além do mais, se já vi essa seqüência de jogo antes, mesmo contra as chances, acho que sei o que há na mão do Jonas, e o porquê ele finalizou o turno encarando a carta”.


         – Minha vez, então – Juan deixou uma risada escapar ao olhar o que puxava. – Começo invocando o meu “VAMPIRE LORD” por efeito de uma nova “CALL OF THE MUMMY!”. – Você sabe Jonas; enquanto eu não controlo monstros, uma vez por turno este efeito pode ser ativado, me permitindo convocar por chamado especial um monstro do tipo Zumbi da minha mão. Destruir a minha primeira cópia parece não ter lhe adiantado nada, portanto. Juan lança um olhar vago em torno da arena antes de continuar sua jogada. – Também invoco a “PYRAMID TURTLE” (1200/1400). O sinistro lorde reaparecia na arena, acompanhado de uma estranha tartaruga de casco amarelo piramidal. – E não é só isso! Em seguida eu ativo “CREATURE SWAP”! Seu mago agora é meu! – Sem parar de jogar carta atrás de carta, após forçar a troca entre criaturas em campo, adquirindo o mago lendário em troca de uma tartaruga sem status, Juan trouxe à tona a sua carta mais poderosa. – Se é para nós jogarmos tudo o que temos, então é com prazer que eu te derroto pelas mãos do meu mais poderoso monstro! Por remover da partida o meu “VAMPIRE LORD”, eu posso invocar especialmente o grande “VAMPIRE GENESIS” (3000/2100)!
         Com um urro de causar arrepios até nos mais seguros de espírito, o grande e abominável monstro de pele rubra convertida em músculos ascende da arena da partida para o massacre.
          – “DARK MAGICIAN”, ataque “PYRAMID TURTLE” com o clássico ataque de magia negra! A pirâmide é destruída causando algum dano ao seu novo controlador. [Jonas: 4000LP -> 2700LP] Em seguida, o efeito da minha tartaruga, que foi destruída em batalha, permite que eu procure por um monstro do tipo zumbi, com 2000DEF ou menos do meu baralho e invoque-o. No entanto, não é necessário gastar o nosso tempo com isso, não é? Basta este e é o fim; “VAMPIRE GENESIS”, sua vez! O assombroso titã de mandíbulas atravessadas atinge o adversário tal como se ele fosse um prego à espera de um martelo; seus punhos gigantes encerram a partida. [Jonas: 2700LP -> 0LP].

***

         Lentamente a arena começa a esvaziar. É o fim do intervalo, então muitos estudantes devem voltar às suas classes. Exceto para aqueles que matam aula, que, por falar em matar aula...
– Qual a diferença entre perder outra aula de matemática ou não, se de qualquer modo não haverá como passar na nossa próxima prova? Juan falava para si, como se precisasse de argumentos para gazear o período escolar.
Jonas aproxima-se – Cara, qual a graça em sempre vencer assim? – Jonas perguntava ao se aproximar com um ar desapontado.
         – Usando as cartas do adversário para esmagar ele, você diz? – Juan respondia sarcasticamente. – Bom, na verdade eu acho divertido. Se há uma maneira fácil e segura de vencer, sendo que a única coisa que importa, ao fim, É vencer, porque eu faria de um jeito mais difícil?
         – Eu já esperava por alguma resposta assim... – Jonas confessa sem surpresa alguma, enquanto acena para seus colegas de aula ao longe, gesticulando que irá matar a próxima aula também.
         – Então, vamos de uma vez à lancheria comer alguma coisa? – Juan indagava conhecendo a resposta.

Ao longe, encostado ao portão de saída do ginásio, como sempre fazia, Paulo esperava pelos companheiros. Há pouco ele começava uma amizade com os guris. Jonas até mantinha algum contato com aquele pelos corredores da escola, mas, para Juan, a amizade ainda era nova. Com exceção destas últimas semanas do segundo ano, a única vez a qual Juan encontrara-se com o garoto gordo desta estória, acontecera logo no primeiro dia de aula do seu primeiro ano, quando, vindo de um ano superior, Paulo invadira a aula para conhecer, ou melhor, se exibir à nova turma do primeiro ano. Na ocasião, não bastasse estar bêbado e rir incrivelmente alto, Paulo foi descoberto do seu disfarce e expulso da sala pela professora. É a prova viva que apenas um casaco com capote muitas vezes não camuflagem é o suficiente para esconder uma fisionomia imensamente redonda.
        
– E aí Jonas, ownado pelo Juan outra vez? Em gargalhadas altas, esperando uma resposta que não vinha, Paulo debochava à chegada dos amigos. O olhar lançado por Jonas não era feio apenas devido à fome...
– Eu não acredito que perdi desta forma ridícula de novo, sério! – Enquanto atravessavam o último corredor em direção ao portão principal, Jonas esbravejava. – Se ao menos meu baralho fosse um pouco mais completo...
– Mais completo o quanto, Jonas; por acaso existe alguma forma de adquirires a carta que, eu sei, te faltava naquela hora? Aliás...
– Espera aí, que carta?! – Juan interrompia. Para ele, carta alguma mudaria o resultado da partida.
– Bom..., Dudu – Paulo limpou a garganta para dar ênfase em suas palavras – O Jonas passou o turno com uma carta em mãos, e, sendo da forma que foi, seria melhor até que, simplesmente, ele usasse qualquer outra carta ao invés da que ele tinha em mãos no último turno dele. De boa, até meu “GOBLIN CALIGRAPHER” seria mais útil. Porque tu sabes né? O Jonas carrega no deck uma carta que ele sequer pode ativar.
– Desculpa te interromper – o duelista zumbi falou – Mas, porque ele faria isso, digo, colocar uma carta sem condição de ativação no deck? Aliás, só me diz uma coisa. Se essa carta pudesse ser ativada, por acaso o resultado da partida teria sido diferente? – embora não fosse a sua vontade, o tom de voz usual de Juan, quando conversando sobre o TCG, sempre saía esnobe, como se ele fosse um ser superior – algo que, de fato, ele achava que era.
– Assim, se o Jonas tivesse ativado aquela carta, que eu penso que era – ele olhou para o Jonas que assentia confirmando realmente ser a carta em questão – velho... – pausa para juntar ar o suficiente para a próxima gargalhada – tu tinha ido para o ***** na mesma hora! Mais e mais risadas medonhas ecoavam pela avenida movimentada enquanto o grupo alcançava a lancheria uma esquina após a escola.
– Então, dá pra vocês me dizerem de uma vez que diabos era essa maldita carta?! – Dramaticamente, ou quem sabe não, transtornando-se de curiosidade, Juan inquiria a informação. Era inacreditável que um duelista pusesse em seu baralho uma carta que ele sequer pode ativar... “O que uma idolatria não faz...”, Juan imaginava.

***

– O que vamos fazer amanhã, gente? – Juan pergunta esperando adquirir qualquer motivo para não ficar o fim de semana dentro de casa.
         – Bom, como estou de folga amanhã e semana que vem começa o campeonato Regional, pretendo jogar e treinar um pouco – respondeu Jonas. – Vocês poderiam passar lá em casa amanhã? Podíamos duelar e aproveitar que é sábado para procurar o pessoal. Talvez pudéssemos sair em busca de cartas novas, até. Não acham uma boa idéia? E claro Paulo, eu estou falando apenas com o Dudu. Tu ainda não jogas com a gente, certo?
– Quê?! Não jogo? NÃO JOGO?! ERRADO! Eu te ganho seu ***** mole! Não preciso de muito para isso não. – Dudu, tu podes emprestar o baralho, por favor? – Paulo parecia tão entusiasmado que, ainda antes de receber o deck de zumbis, foi indagado: – Ok cara, pode pegar, mas... Sério, tu sabes como o jogo funciona? E, desculpa, mas de onde vem todo esse entusiasmo?
A resposta foi automática, sustentada por um sorriso de lado a lado da cara, em meio ainda mais gargalhadas gordas e escrotas: – Há! Cara, e porque eu não estaria assim tão animado? É semana véspera de campeonato, não é? O que seria melhor do que esmagar o Jonas e tirar toda a confiança dele perdendo para um novato sem deck? Hahaha!
         – Ei! – Jonas protestou batendo com o punho na mesa. – Pode vir cara, estou sempre pronto para um duelo.
– Pior, Gordo! Essa eu quero ver! E o perdedor paga o café, pode ser, gente? – A idéia tinha de vir do Juan. “Chance para comer de graça, claro!”
– CERTÍSSIMO! Um grito [...] A lancheria inteira olhava com olhos de medo para a figura oval. A mesma figura que mandava um beijinho para o Jonas e se dirigia à plataforma de duelos no segundo andar do estabelecimento coçando a barriga. – Vem de uma vez porque eu vou te arregaçar, hahahaha!
Quando o Paulo queria ser socialmente desagradável, ele parecia se esmerar tanto para...
– Deixa que eu pago o aluguel da arena! – Disse por fim Juan, correndo sob a escadaria antes que a partida começasse.

~[END]~

Qual seria a carta decisiva que Jonas segurava em mãos em seu último duelo?

Poderá um Duelista de primeira viajem conduzir um baralho de Zumbis à vitória?

Quem são os próximos personagens a aparecer?

Irá Nazaré atirar mais uma vítima pela escada?

Estas e outras respostas vocês encontrarão somente em:

YGOWE T1C1PtII – LUTE ATÉ O FIM, BLAST MAGICIAN!


– Paulo, cuidado! – Embora o duelista zumbi estivesse tentando alertá-lo sobre o perigo que representava a criatura..., ele respondeu – Pretendo descobrir a habilidade deste mago por conta própria. Jonas não vai se safar assim tão fácil do meu “RYU KOKKI”. Espere e veja. Porque agora é minha vez! ACCEL SYNCHRO!!

RE-COMEÇANDO =DD


* Para o Blog, este asterisco marca um adicional onde em meus textos originais ele  não existe - ou que originalmente não existia né... O intuito aqui é apenas, somado ao único episódio não deletado, dar um vislumbre de como eu executo a minha função diária redundantemente rotineira de todos os dias.


[18h48 PM] Armazém da amiga da minha mãe
15/12/2011

Na verdade, eu estou num corredor que liga a casa até a venda, que é na frente. Estou aqui porque, mais cedo, quando eu cheguei, a amiga da Maim ainda não tinha chegado. E, agora, retornando para cá, enquanto cai uma chuvinha, aproveito para me esconder de atividades sociais escrevendo aqui.

Acordei passadas as 15h30. Eu estava muito de cara com o meu gato, que queria sair do quarto e não podia. A porta estava trancada propositalmente por fora. O motivo disso era a limpeza na cozinha e a existência do Cãozinho, quem há tanto tempo eu não escrevo sobre, que reconsidero se ainda devo chamá-lo de cãozinho. O poodle negro está um animal, e chato demais. Não deixa o Gatíssimo em paz. Whatever...
Deixei conectado o Messenger e comecei a revisar o que pude escrever na última madrugada. Estava bom, embora eu tivesse ido deitar depois das três e sem muita condição, de até então, escrever com a mente descansada. Neste inicio de dia, para mim, eu arrumava algumas frases.
Foi quando a Maim me chamou no MSN. Simples: Faz dois dias que ela viajou. Ontem a Karina me avisara que eu não podia deixar a casa sozinha e tal. Mas, só depois, com a Maim, foi quando eu decidi vir pra cá de vez. Como eu escrevi, é simples: “A cadela Dina já deve estar sem ração e água”.

[1st little cut =P]

Em relação à quando cheguei à venda a primeira vez. Logo após a menina me explicar sobre a saída de alguém para pintar o cabelo, eu entreguei a ela a minha pasta com o notebook e, para fazer hora, resolvi ir ao Hipermercado. Pelo caminho, chumbadamente nublado e ameaçando chover, eu estava indo reto, para a casa do Endo. Mas, antes da faixa começaram os pingos. Outro aguaceiro como o de dias passados. Eu usei o contorno da rua para me proteger e, sem poder alcançar o Hiper, entrei nos camelôs.
Fui e voltei, andando pelo local. Isso rende quase meia-hora. E após a chuva ter acalmado, enfim eu saí às compras. Ir ao camelô, portanto, só servira para, além de firula, me fazer perceber que tenho de – ou temos de, já que vou convidar os guris ainda antes de irmos ao Cassino – comprar uma bola.

[... 2nd little cut, sorry XD]

Agora, sobre as compras. Eu tinha R$14,00. Voltei com sente só: Cinco pacotes de macarrão instantâneo promocional, um refrigerante, biscoitos temperados recheados e uma caixinha de chocolates e, para completar, duas maças verdes. De recompensa para celebrar a minha própria existência – percebi, aqui, ao abrir o portão – que eu escrevo também simplesmente por minha vida ser legal, oras – eu estava levando uma garrafa 343 ml de Budweiser [King of Beers ®] – Sei lá eu que diabos ser isso, mas essa cerveja deve ser boa. 

“This is the famous Budweiser beer. We know of no brand produced by any other brewer which cost so much to brew and age. Our exclusive Beechwood Aging a taste, smoothness and drinkability you will find in no other beer at any price”.

        Ainda, após alimentar a cadela e enfim eu entrar em casa, o que encontro? Trufas na geladeira! – Se tiverem estragadas, daí... - E, se não bastasse, se não bastasse mesmo, duas latas de RED BULL e a copa cheia de bebidas alcoólicas variadas.

        – É o fim do mundo, o meu último desejo, não é?

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[04h55 AM] Casa da Maim

Muito silêncio. Só o barulhinho da geladeira, ao longe. - A Maim podia viajar mais vezes, não? *-------*''

Bom, eu iria me deitar e nem escrever aqui. Meus dedos mal mexem e, além dos braços estarem cansados, devido a eu passar a semana fazendo força, olha a hora que já é. Com exceção de ter assistido um episódio de DEXTER, jantado lendo fanfiction ou fazendo planos para sábado pelo MSN, passei até agora escrevendo, revisando, escrevendo e revisando mais os capítulos do meu último projeto. Claro, a tendinite iria se manifestar, mas dessa vez, se manifestou demais mesmo. Eu suporto e ainda escrevo aqui simplesmente por apostar que isto aqui é um registro importante. E não é porque não estou sóbrio. É porque decidi retornar ao meu Blog, para dessa vez ficar. Minha última teoria é a de que, se eu postar coisas no Blog para pessoas verem, eu vou receber comentários – então comentem! – e isso vai me mover a escrever diariamente por usuais oito horas sem ser para nada. Um incentivo. Sabe?
Então é isso. De resto, está combinado. Sábado vai eu, o Ezegarde, Diego e Alexandre para o Cassino. Futebol, Cartas, Sorvete, Praia e se pá umas Trutas – LOL essa foi de mano. Whatever, de diário mesmo, não me resta nada a registrar. Só que me puxei escrevendo a minha fanfiction e bebendo um pouquinho de cada coisa (aberta) que vi pela frente.

·        O irmão do Endo me convidado para Jogar DN – Há! Mais uma vítima para ler minha fanfiction! ^^

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Texto para o blog

        Então, algo para o Blog: Ao criá-lo, meu plano era postar partes do meu diário. Mas a vida das pessoas às vezes fica uma porcaria, e mesmo que coisas muito legais aconteçam, chega um momento em que essas pessoas (EU), se vêem sem tempo para entrar na Internet e reescrever e cortar partes do seu dia, reeditar... O resultado final é um Blog caindo no esquecimento.
        De um lado, há tantas, mas tantas coisas que eu gostaria de dividir aqui... Por outro, o fator irregularidade. Por isso, lembro aqui que, ao longo do ano, eu aprendi saber esperar e a aproveitar quando tenho algo para escrever. O produto é um Juan que, desta vez, saberá quando escrever e quando não então escrever passagens e resumos dos seus dias aqui. O que quer dizer, enfim, que seguirei postando partes do meu diário, mas de uma maneira diferente, talvez. Por ora, este plano ainda é incerto e desnecessário. Simplesmente, é a consciência dizendo que é estupidez postar todos os dias da sua vida. Isto é coisa para ter guardado para si. Certo?
Então... Que eu vou destinar este espaço ao longo dos próximos dias apenas para postar coisas que eu encontrar jogadas pelas minhas caixas cheias de folhas impressas, além, claro, do primeiro capítulo de um romance que vagarosamente segue em frente – e das minhas postagens regulares da fanfiction YGOWE, né?

SO, WELCOME BACK JUAN BURNING THE PAGES!!

* Postando YGOWE T1C1PtI lalalalalalala***