"Do you think you'd sell your soul to just have one thing to turn out right? For the thousandth time you turn and find that it just makes no difference to try. Like Holden Caulfield, I tell myself there's got to be a better way. Then I lay in bed and stare at the ceiling – Dream of brighter days" [Get It Right – The Offspring]

sábado, 21 de janeiro de 2012

BEST CHRISTMAS EVER


Eu teria postado isto bem mais cedo. MAS, como eu não tinha as fotos até então, passou-se quase um mês. Entretanto, para os poucos que vão ler isto até o fim - what's up guys? -, acredito que será engraçado o suficiente, e irá lembrar de detalhes que já foram esquecidos nestas semanas seguintes ao evento.

Anyways... Welcome to the BEST CHRISTMAS EVER!


(A edição apresenta cortes). 



[03h21 AM] Meu quarto

24&25&26/12/2011


        Algumas observações: Escrevo mesmo na madrugada que leva ao dia 27. E mesmo que eu seja um exagerado, não sou influência minha ao apostar que virão vinte páginas aqui. E soma-se isso e ainda catar fotos, vídeos, e escrever os dias um pouco atrasados e me dedicar aos meus projetos... Não é surpreendente que eu tenha me desligado da internet para conseguir produzir um pouco aqui.

        Eu estava pensando agora: “PQP, mas ser apenas eu quem está fazendo isso! Ok. Todos tiveram um BEST CHRISTMAS EVER, mas não por isso querem eternizar a coisa. Ou melhor, não por isso, tem de imortalizar a coisa”. Enfim, escrever diário está a cada dia mais difícil e desgastante. Priva o Juan de um monte de coisas. Mas, por outro lado, o que eu sei fazer de melhor? E, daqui a alguns anos, ou mesmo ainda nessa semana, no Blog, não será legal olhar para trás e relembrar – espero que com o máximo de detalhes possíveis – estes dias? ... Sendo assim, vou começando a escrever.

...

[Dia 24] - * não vai ao Blog.

        Então, tido ido dormir pela manhã, obviamente acordei pela tarde. Mesmo planejando as coisas previamente, seria aqui que realmente decidiríamos ir ao Cassino. O Diego e o Alexandre não conseguiram entrar em contato com a gente. O Endo estava para virar o natal no balneário, e o Ezegarde, sabendo que à virada, ao menos eu estaria indo para algum lugar, resolveu ir também. Ficou marcado que, pela volta da 01h30, pegaríamos o mesmo ônibus e passaríamos o resto do natal na casa dos fundos da casa da mãe do Endo. Ou, quase oficialmente, nossa casa de praia XD

        * / [...]

***

        Virada de Natal. – Dá pra acreditar que existem pessoas que contam regressivamente os últimos segundos do dia 24 para 25? Sério! O QUE HÁ DEERRADO COM VOCÊS?!

        Neste natal a coisa estava calma. Apenas a avó e o avô, o pai, além de mim. Comparado com o último natal com o tio Queninho, este estava mais “OMG, paz =D”, mas se considerando pelo fator diversão, o natal aqui em casa foi tão divertido quanto... Não foi. Simples assim.

Quase pela 01h00, enfim fui à casa do Maurício. Eu tinha deixado minha mochila pronta e tudo mais. Era passar lá e, assim que o Ezegarde me ligasse – coisa que melhor combinamos neste meio tempo –, eu voltar pra cá correndo e...
        ...
        Pensando... Sabe? É meio difícil escolher o que escrever aqui. Mas eu poderia resumir com uma expressão de estranhamento. Pois nesta madrugada eu revia pessoas que, de certo modo, eu nunca estivera desligado de. Seja por ouvir uma música ou encontrar um livro perdido pela casa; talvez a cena de um filme ou o simples fato de que nem sempre é possível ignorar a falta das antigas convivências... Se eu me prender aqui eu jamais seguiria em frente, certo? Então, sobre isso, eu só registro que compreendi o quanto faz diferença não ver alguém por seis meses.
        Em resumo, após conversado um pouco com o pessoal à mesa, de imediato encerrei meu tempo por lá de papo com o Maurício. Pois por mais que não nos víssemos a todo o momento, ao menos nos víamos. Eu praticamente corri para o lado dele. Talvez fosse para evitar a falta de algo que, de fato, se fez ausente de mim naquela hora. Quiçá era apenas a facilidade de me manter conversando com ele. Mas, que seja isso algo ou apenas a minha imaginação, o que importa no fim é que eu visitei quem eu precisava rever.
Saí de lá voando. O Ezegarde me ligou e disse: “Cara, o ônibus já está saindo daqui”. Daí foi o tempo de eu me despedir e prometer que em breve retornava, e correr de casa até a parada.

* / [...] 

Agora seguindo o baile...

Super tenso! 01h30. A rua mergulhada numa escuridão desértica, um silencio anormal para o Natal e, junto comigo e com o meu notebook na mochila, com tudo que tenho escrito sem back-up, um rapaz. Tipo: Ele tinha me visto ao olhar para trás, mas sumiu da minha vista no cruzamento torto após a igreja. Quando eu cheguei ao mesmo ponto, nem sinal do cara, e um monte de árvores posicionadas perfeitamente para o surgimento de um assaltante a fim da minha mochila. Mas foi tudo paranóia de quem ainda e para sempre é traumatizado pelo seu último assalto. Pois, de uma perspectiva um pouco mais sã e despreocupada, era apenas alguém esperando um ônibus comigo, mesmo que eu não estivesse a menos de 5m de distancia desta pessoa.

***

Cassino... Keywords: Natasha. – E sabe-se que não estou falando de uma garota.

Quando o ônibus fez a ultima curva, dava de ver o Endo e o seu irmão chegando simultaneamente ao terminal. Disso, eu sem um senso sequer de direção, resumo que após umas curvas pela noite, a duas quadras da avenida, entravamos em uma casa para largar nossas coisas. Foi dar feliz natal para quem lá estava e para o próprio Ezegarde, quem também havia se esquecido de me desejar. Mas, de boa, desejar? Para que quando sabíamos que, do nosso modo, aquilo não tinha como ser nada menos do que ótimo?
“Comprar bebida. Comprar canha. Comprar álcool. Comprar vodka. Comprar energético também...”. Era apenas isso. Largamos as coisas na super gigantesca from Resident Evil casa dos fundos e nos largamos à avenida em busca de mágica natalina com 40% Vol. Mínimo.
Antes de entrar num dos locais abertos, eu disse: “Gente, só vou beber se for Orlof.


“Ok! Não dá pra pagar trinta paus nisso, mais **** nisso outro e mais noutra coisa e...”. Pegamos a safada da Natasha mesmo. Uma garrafa de energético que custa 50% mais do que na cidade, e que vem com, coincidentes, 50% menos líquido dentro. Mas ok. Aquela coisa era verde e melhor que o original. Bastava para dar um gostinho XD
Passeamos pela avenida quebrada. QUEBRADA! FRIO! Tinha até que um bom número de gente, mas não o suficiente, ainda. Bebemos algumas cervejas de nome alemão engraçado e passeamos mais até que, inevitavelmente, sem o Ezegarde ganhar uns beijos, a gente voltou. Eu e o Endo, o Ezegarde e o seu irmão. – Isso. O Matheus virou irmão do Ezegarde. Ambos de jaqueta, cabelos e faces iguais. – Também, quase da mesma altura UAHSAUSHAUSHAUSHAUSHAUSH =P

***

Na volta. Cartas sobre a mesa, gelos sobre os copos, goles sobre danos... Mas o jogo não durou muito não. Na hora seguinte o Ezegarde e o seu irmão foram para a internet e o Endo, do nada, estava assistindo aos SIMPSONS. “Porra Endo! É natal meu! Deixa de ser chato!”. Tirei a televisão de lá e pus o um show de humor que, sempre que vou beber, gosto de assistir. Passaríamos mal pela próxima hora e meia. Mas não por causa da vagabunda da Natasha. Era de rir mesmo XD

Daí vai saber Deus. Não tenho super memória. Então digamos que amanhecia. Ficava combinado de, após acordarmos, retornar para o Cassino. E dessa vez com Diego e Alexandre também. E tinha que ser cedo. Futebol, praia, avenida e o que viesse de lucro entre isso – mas principalmente na avenida. Retornávamos mais sóbrios, porém, ainda assim, idiotas o suficiente para planos de república para o meio do ano que vem.

[Dia 25]

        Eu tinha de dormir bastante, certo? Porque dormir outra vez seria um luxo que jamais teríamos até o fim da campanha. Mas, ao invés de descansando enquanto o dia passava, lá estava eu, incrivelmente muito mega super disposto – culpa do energético? –, antes mesmo das 14h00. Correndo para o chuveiro.

Feliz natal? Para quem? [...]

        * / [...] Na verdade eu não corri para o chuveiro tão prematuramente assim. De fato, eu havia me acordado cedo demais, e não estava nem aí para passar o tempo na internet. Portanto, fui para o pátio. Lá, por motivos randômicos acompanhados do álcool do feriado, do nada o pai inventou de destruir o meu natal. Mas mesmo se esforçando para tanto, acabou que surtiu o efeito contrário ao seu desejado.
        Eu deveria estar trabalhando? Porque não faço nada além de ir da universidade para casa e da casa a universidade? Eu era para ter uma moto e uma idiota sem futuro me acompanhando na garupa? Sério que eu sou o único entre os da minha infância que não levam uma vida de homem? HOMEM? O que ele queria dizer com isso: Passar trabalho para sustentar uma namorada/casada/sei lá que diabos, uma criança, pagar a gasolina de uma moto – o que me faz ser homem, segundo o meu pai – e, como o mais importante, me privar do que de melhor eu posso ter agora? De boa?
        Mas foi assim que, ao tentar me mostrar o quão sem sentido e imatura a minha existência é, que o meu pai me deu um motivo para eu ligar o som alto e esboçar confiança sobre mim mesmo.
Não é que a minha vida seja melhor ou pior que a de ninguém. Às vezes penso também no relacionamento sério, responsabilidades, a maldita moto, viver por mim mesmo e tal. Mas, de acordo com o que está à minha volta: Uma toca poring genérica, um violão, um notebook e um máster-system, o meu gato e uma multidão de livros que eu ainda tenho de ler... LOL, HELL NO! Porque não deixa o Juan quieto no seu canto. Não tem o porquê ele querer uma vida radicalmente diferente desta. Não mais!
Eu percebi me encontrar justamente onde eu, antes, bem antes, queria estar. Falta apenas um emprego, certo? Ok. Nesse fim de semana eu enfim terminaria meu currículo o/

        Sério. A segunda atitude do pai não foi bonita também, mas eu realmente não posso reclamar. Era que, para ir ao Cassino, eu precisava de algum dinheiro, não é? “Que vida... Dependendo do pai para qualquer coisa...”, cheguei a pensar. E o pior é que eu não tinha como pegar o dinheiro que a Maim me deu de natal. Daí o que faço? Que exploda!

* / O pai demoraria mais uma hora, sorrindo filho da puta (mente) para me dar sabe quanto? Quatro reais e umas moedas. Eu procurei pelo livro da Milene e, entre a procura, encontrei escondido entres os livros muito dinheiro... Não peguei. Aliás, se o pai iria dar de otário, eu não iria ouvir dele o dia inteiro para no fim baixar a cabeça e me desculpar por ser "um merda que não tem nada por si mesmo", como ele gosta de dizer.

* / [...]

Então estava eu e o Diego embaixo do Sol, logo após isso. Deu o tempo de eu encerrar o gato com alguma ração, morrendo de pena daquela coisa fofa e ronronante que me segue pra lá e cá, e partir para o Cassino outra vez.
Na parada, o mais randômico entre todas as coisas mais FUCKIN’ RANDOM que existe.

        Detalhe: Pingente do Diego é do BLEACH..

        Na parada, além de nós, tinha uma guria em jeans, que sequer olhou para trás, e, também, uma figura do submundo. Um cara de cabelo comprido impossivelmente ensebado, mas que se revelavam apenas na frente, porque ele vestia, NAQUELE CALORÃO, um moletom de capuz – isso por debaixo de uma jaqueta tão velha quanto o moletom. E não bastava seu overall ser sujo, a cereja no topo do bolo seria o tênis surrado e as meias, rasgadas e frouxas.
        Não sabíamos da história dele e nem o que o levava a não tomar banho, contudo, sabíamos de uma coisa: “PORRA, BLEACH! CURTE O ANIME TAMBÉM?” Ele levou a mão à testa revelando o antebraço e mostrou a sua tatuagem. Algo que, na verdade, nem eu e nem o Diego conseguimos ler. - Ele apenas reagia ao pingente do Diego... “MANJA? SOU FÃZAÇO!”. Ele nos perguntou em que episódio nós estávamos, pois a nossa cara de paisagem à sua tatuagem devia de indicar que não entendíamos não. Então ele bate na tatuagem e vai de um lado pro outro: “HÁ, VOCÊS ESTÃO MUITO LONGE DISSO ACONTECER..., e eu devoro tudo”. Então, eu juro, ele disse isso: “EU LEIO O MANGÁ E LEIO O ANIME TAMBÉM. [...]
        Daí em diante ele continuou empolgado, e fazendo piadas muito escrotas perto da guria já mencionada, e, sem que a gente respondesse nada exceto assentir e sorrir aos seus delírios, assim ele ficou até que finalmente o ônibus chegou.
         MAS quando o ônibus apareceu, fazendo desaparecer um pouco da chateação, não é que este cara do BLEACH encontra alguns dos seus comparsas? Chateação...? Não dava para saber se sim ou não.
        Durante a viagem, apertado entre a multidão, embora não desse de visualizar o fundo do ônibus, dava de ouvir claramente a coisa. Um bando de idiotas ouvindo FUNK natalino, falando abobrinhas e rindo de piadas sujas, às vezes acertando a ponto de fazer o pessoal todo rir ou manear a cabeça, também, mas no geral apenas gritando: “JESUS, ENTRA NESSE CORPO!” faziam com que o clima ficasse ao mesmo tempo em que cansativo também engraçado. E, ao fim, quando saindo do ônibus, foi quando eu e o Diego vimos que um dos caras estava vestido de Papai Noel. E o carinha do BLEACH, rindo com ele.

        Chegando à Avenida, o Ezegarde me dava um toque. O infeliz não estava no Cassino ainda. E, nota, quando eu ainda estava na casa da Mih ele tinha me ligado para dizer que já estava no centro. Aproximadamente duas horas atrás? ... E na última ligação, o Ezegarde estava na parada...!

     Mandei a estupidez em pessoa se apressar e andamos para o supermercado em frente ao terminal. O local estava fechado, mas, sei lá se era para certificar ou isso era apenas pessoas telepaticamente se combinando para nos tirar do sério, todo mundo que para lá ia com a intenção de comprar algo, perguntava “se estava aberto”, ou “a que horas vai abrir”.


        Estávamos todos juntos. Alexandre, Endo, Ezegarde e o seu novo irmão, o irmão do Diego (Diogo)... A primeira coisa a fazer era comprar uma bola. Assim, escolhemos um dos muitos camelôs e, praticamente após uma hora, enfim saímos de lá com uma bola laranja.
        – Porque a bola era laranja? Porque eram R$20,00 só XD

        Dessa vez era cedo. Não eram nem 16h00 ainda, creio eu. Deu de largarmos nossas coisas na casa do Endo antes de partirmos para a praia. E também, de, digamos, abalar o psicológico das pessoas com uma arma de pressão equipada com lazer azul.

        – “PORRA EZEGARDE! OBRIGADO POR CONTRIBUIR COM UMA ARMA! VALEU MESMO, AGORA, NESTA NOITE, NINGUEM MAIS VAI FICAR CONFORTÁVEL, SEMPRE PRESSENTINDO LEVAR TIRO”!

        Escondi a arma. E isso não é ter medo dela, mas sim, ter muito medo dela.

***

Estava difícil administrar a empolgação de criança. E um medo ainda maior do que o da arma surgia. Aqui eu introduzo o cão que no pátio habitava (a foto dele estará aqui tão breve eu adquirir uma)

O animal começava a se sentir tentado para dar uma bela mordida na bola. Sério, parecia uma torta de maças, a bola, aos seus olhos. Para onde quer que ela fosse lá estava ele. E, claro, uma hora alguém deixaria a bola cair. Em reflexo a isso, EU me atirei no chão, sobre o cão, para evitar ele alcançar a bola. O resultado foi ele me lançar um olhar que, mesmo eu tendo em mente que o cão era dócil, em um milésimo rezei para não perder um membro do corpo em uma só mastigada. No fim eu e a bola sobrevivemos. Mas eu nunca mais me atiro sobro um cachorro de 120 Kg de novo.



        Ok. Arma escondida, bola salva, roupas trocadas e empolgação no limite; lá fomos nós. Todos pulando o muro. Uma quadra apenas foi o suficiente para eu me cansar correndo, o Alexandre no seu primeiro chute mostrar toda a sua habilidade ao chutar a bola no valo e, ainda, o Diego e o Diogo disputarem algo que fez um deles cair rolando na areia. Indícios de uma ótima tarde por vir XD

        O vento estava um pouco forte, e a gente sem preparo físico. O futebol, por isso, estava condenado. Chegando à praia, não foi difícil encontrar um local sem muitas pessoas em volta. Marcamos os gols, alguns se preparavam para jogar, e outros já estavam enfiando a bola no meio as pernas dos que estavam em volta. Não sei nem como acontece, mas ao me virar, levei dois meios em dois segundos (  2HITS), e noutro segundo eu já tinha me vingado. MAS, como escrevi sobre preparo físico, foi eu correr atrás da bola e pronto. SOU FUMANTE!
        O jogo durou muito. Mas enfim todos diziam “chega; to morto”. Daí, ainda restando muito até anoitecer, resolveu-se tomar banho de mar. Eu estava a fim de mais, mas por ora fiquei na minha. Fiquei com o Ezegarde e o Endo, na areia, enquanto o resto corria para além do segundo banco da praia. Mas não demorou muito e eu amaldiçoei estar de bermudas Jeans mais do que na hora do jogo. Eu queria ir para a água e, com aquela bermuda, além de eu pesar 50 quilos extras, jamais iria secar a tempo. Então que...
        “Ta meu, não vai dar nada. Um monte de gente faz isso”. [...] E eu continuava considerando se ia ou não, apenas de cueca, para a água. Mas tanto os guris me incentivaram, que segundos depois – e rápido de mais para me desvestir e correr à água –, o resultado era o Juan se desfazendo de suas tralhas/acessórios e caindo, enfim, na água XD
        Ao encontrar os guris, eu só ria. Os caras ainda me perguntavam por que eu estava rindo tanto. Daí eu alcancei um ponto de mais pé e deixei revelar meu corpo inteiro. Daí eles riram comigo. “Eu devo estar entre algo muito estranho e sexy, simultaneamente”, pensei. Mas, como disse o Alexandre, “OJAMA AZUL” expressava ainda precisamente o momento. – Depois me chamaram de PALMITO. – Vou rir pra sempre disso.
        Ficamos bastante tempo na água. O meu primeiro banho de mar desde o verão 2007/2008. Sei lá, mas estar em non-stop desde a véspera, rodeado de alguns dos meus melhores amigos, longe de casa, na praia..., a atmosfera mesmo. Isto me fez expandir as idéias por um minuto, e o produto disso era um Juan encarando o céu, o sol.
        “Quem poderia imaginar que, lá em 2009, no fundo do Shopping, quando eu encontrei aquele cara deslocado com seu baralho de cards camelôs, usando até “DRAGON ZOMBIE” – e eu não fui muito com sua cara, também, principalmente por isso –..., Quem..., né? Impossível ver além do tempo. Simples   “. Hoje olho para o Alexandre e o que encontro é uma presença insubstituível. Pensar sobre isso fez, ao fim, eu refletir sobre mim mesmo.
Contudo, traçar comparações com o antes e depois, obviamente só geraria um resultado, o meu still. Pois eu continuo vestindo o meu personagem denodado e inconseqüente E, de qualquer modo, porque eu tentaria explicar o feeling? Lancei-me em um mergulho demorado e concluí meu banho. – Se eu soubesse o que aconteceria em seguida, provavelmente eu ficaria mais tempo na água, ou pelo menos, não iria retornar sozinho...
Movendo com toda a força que eu conseguia, tentei sair o mais logo possível contra as ondas. Ao esfregar o rosto e retirar o excesso de água, assim conseguindo enxergar, já pisando firme em terra, o que eu vejo é o maldito do Ezegarde apontando a sua câmera para mim. O Endo e o Matheus rindo de passar mal. Eu completamente sem jeito Um vídeo meu sendo gravado. E, ao fundo da filmagem, vindo dos guris atrás de mim, eles todos fazendo coraçõezinhos com as mãos. – O que eu poderia querer mais do que isso? Que passasse em rede nacional? Há. Eu de cuecas azuis, branco demais, em vídeo. “Perfeito”, concluí.

         - ALISSON TU ME PAGA! =|

***



***



*** 
·        Se eu encontrar uma em que o irmão do Endo apareça não por trás da câmera, posto aqui.
E o charme...



***

De volta a casa... O Ezegarde fazendo mais um vídeo. A briga mais ridícula de todos os tempos. Dois irmãos apontando facas um para o outro, e isso por causa de roupas, de baixo. Tenso? SIM, tenso XD - Temos vídeo deles discutindo LOL

Além dessa bobeira aí, depois do banho, eu deitei para ouvir música. Dois foram para a mesa jogar cartas, mais alguns deitados em outros sofás, e o Endo... Lembra da arma? Pois ELE ENCONTROU! O que viria a seguir seriam horas de terror, dor, e mais terror. – E das risadas malignas dele, que, pensando bem, foi o único que não levou tiros. – Se isso estiver no Blog – e estará – o que proponho aqui é que, no nosso próximo encontro, o Endo pague pelos milhares de tirinhos que deu na gente E quando ele pagar, isto estará preenchido após uma atualização: (___)

...

Agora, bem, até anoitecer e sairmos para uns passeios – uma infrutífera caça àqueles desesperadamente procurando por fêmeas para dar de porrete e arrastar à caverna... –, o que fizemos foi jogar cartinha e, ao receber dano, receber disparos impiedosos da arminha de pressão. – Cara, como É bom duelos das trevas, não?
Mas a única coisa que tenho para registrar é o fim do único duelo. Eu (CHAOS ZOMBIE), Matheus (BLACKWING) e Ezegarde (GLADIATOR BEAST) VS Diego (AGENT), Diogo (PYRO/BURN) e o deck chinelão do Alexandre (GRAVEKEEPER).
Ambos os trios com a vida em menos de 1000LP. Ninguém mais conseguia atacar; Meu “GORZ, EMISSARY OF DARKNESS” liderava a pancadaria enquanto que o deck de ninguém gerava mais respostas agressivas. Nisso, o turno fecha e o Diego fala: “Não esquentem, o meu irmão vai comprar agora um “SOLAR FLARE DRAGON” e isso aqui termina.
Eu olhava para o Deck do Diogo e, contando ainda dois desses dragões pira no baralho, achava bem improvável ele estar invocando a criatura durante seu próximo turno. Mas, claro, o pior é que o Diogo realmente comprou o animal na sua vez. O Turno estava em mim, então se o trio levasse dano, quem levaria tiro...? Resposta certa: EU! Mas o meu pavor sumiu quando, mesmo eu não entendendo como, o Ezegarde falou: “Deixa, eu dou um jeito nisso”. – Nossa vida: 200LP
“Como ele vai parar o Solar”, pensei. Parecia impossível a menos que o Diogo fosse, digamos, estúpido para atacar alguém sem a necessidade de. Entretanto, imediatamente à invocação do “SOLAR FLARE DRAGON”, o Diogo anunciou o término do seu turno. Nisso, o Endo apontou a arma para mim, e eu e o Ezegarde gritávamos em meio às risadas, “CARA FAZ ALGUMA COISA” / “VOU FAZER CARA, TE ACALMA!”. Daí, epicamente, o que acontece? “Ativo o meu ‘BOOK OF MOON’”, disse o Alisson. Não deu para o dragão resolver o efeito de infligir 500LP ao término do turno, e, assim, bastou terminar a roda para o meu monstro terminar a partida. – E o pobre Alexandre levar mais um tiro.
***

Para dizer a verdade, eu não estava a fim de andar sem rumo, Cansado demais. Mesmo assim, claro, eu tinha que ir. Então demos o primeiro passeio. NOTA: Desde antes da Natasha da madrugada passada, eu estava sem comer. Então que, perto das 22h00 da outra noite, eu me rastejava no chão. Cansado e com fome, então. Tínhamos ficado pela avenida por mais de uma hora até voltarmos. É onde começa a jornada.

Dinheiro no bolso: R$0,40 =D

Voltando a casa, tendo em mente que eu passara o dia inteiro reclamando de sede, finalmente TODO MUNDO sentiu vontade de beber refrigerante. Retornamos às ruas para a compra. Passamos de lancheria por lancheria, mas o refrigerante mais barato era R$6,00. Um absurdo!
 O Endo tinha um tio com um bar ao longe do inferno, seguindo mais algumas quadras depois do fim do mundo e dobrando à esquerda, perto de uma delegacia. Chegamos lá e o tiozinho estava trancando o bar por fora, mas deu certo. Como se fizesse tanta diferença assim, conseguiríamos 8L de Coca-cola por R$18,00. – A sala ficaria como um cemitério de garrafas pet ao fim do outro dia.

De sede saciada, passamos a urrar. Meu estômago, ao menos, passava do estado de queimar para o queimando com o ácido da Coca-cola. Daí, terceira e definitiva jornada: Lanche! – Ou melhor, pedaço de pão com molho, da pior qualidade e gosto possível.

Mas eu estou me adiantando. Primeiro teve “alguém” pegando emprestada a minha soqueira cor de laranja, para ver se assim se dava com alguma garota, mas nem assim as coisas funcionaram. – Ele não honrou o poder que a minha corrente tem =P
Depois, antes de sairmos, eu atrasar os guris em dez minutos para arrumar a minha touca. – DO NOT CALL ME A OTAKU, YOU ARE PRETTY SURE I AM NOT!
E sobre o resto... O lugar desse lanche tão ruim estava tão lotado que sequer desconfiávamos um lugar tão movimentado vender tão bem assim. – Mas há, isso é o fim da história.
Primeiro, passamos uma hora – no mínimo – decidindo sobre onde e o que comer. Depois, pulamos de lancheria em lancheria possível e acabamos no barracão, onde pulamos todos os estabelecimentos uma vez mais, também. Daí pela madrugada, bem tarde da madrugada, aliás, depois de duas horas de caminhada e fome agravada, enfim voltamos ao tal pior lugar possível. A noite foi boa por passear, mas decepcionou por causa da lancheria. Todavia, houve algumas quest.
Além de dois de nós saírem na quest “Ao menos alguém aqui tem que honrar o grupo atrás de gurias” R = 0, fizemos a quest “Quantas vezes o Endo consegue fazer misplay em mesas de bilhar”R = +8.000MIL e, eu e o Alexandre, jogar PUMP. R = DEFINITIVAMENTE EU NÃO SEI JOGAR ESSA MERDA – só DDR XD.

NOTA: Advinha quem não me reconheceu no Pool Bar...? “BLEACH MANO!” * tapas de avermelhar o pulso *

NOTA#2: Ezegarde, por favor, aprenda a escolher Capeta! Seu gay. -qqq

 
***

Por aqui eu já não tenho mais tanto para escrever – e já deu as 15 páginas previstas.
Simplesmente ficamos bebendo, daí umas partidas de cartas e outras de videogame – onde eu descobri lá ter MVC2 –, e, enferrujado, pela primeira vez em eras, eu me sentindo caindo do trono ao ter sido derrotado pelo computador na dificuldade remixada – ainda assim, computador.
As bolinhas da arma terminaram e graças a deus ninguém as reencontrou. O Diogo dormiu depois das 04h00. Eu me mantive no MVC2 com a Felícia – claro. O sono começou a dominar, mas, até as 07h00, ninguém se entregou.
Com a manhã brilhando, começamos a jogar TEKKEN5. Eu ownei mesmo, pois assim como no MVC2, eu sempre joguei com apenas um personagem (KING) no TEKKEN5; então mesmo sem jogar isso há cerca de três anos, consegui fazer boas partidas. E, de partidinhas em mais partidinhas, acabei alcançando o meu limite de ficar acordado. O Juan apagou, assim que desistiu de manter os olhos abertos.

Quando acordei, o pessoal estava azul e com cara de lunático. Pra que dormir, não é? Comemos algo, aguardamos o Alexandre reaparecer, e voltamos para o TEKKEN.
Não muito depois disso, planejamos o que fazer e, mesmo eu caindo de sono ainda, e já tendo decidido ficar no sofá dormindo mais, acabei pensando no diário e na minha vida ser uma só. O Endo foi dormir e o Ezegarde – Ah, o Ezegarde teve de ir pela madrugada, esqueci de registrar isso –, então não estava. O Alexandre e o que sobrou me encheram para ir à praia, e eu, me jogando do sofá antes que voltasse a dormir, mudei de decisão. Fomos eu, Alexandre, Diego e Diogo, e a bola, para um dia quente de praia, mas com um vento tão forte que inutilizou a pelota.

Após algumas tentativas e corridas insanas, terminou o futebol. Eu fiquei sestroso de deixar a mochila na areia e entrar na água também. E desta vez o movimento era bem grande por lá. Além de arriscar perder câmera digital e tudo mais, eu arriscava transgredir uma lei que PROÍBE pessoas de se banharem feito OJAMAS. Também, eu ainda não sabia o quão pessoalmente gratificante me seria sentar para observar o mar, lagartear, cantar músicas do “THREE DAYS GRACE”, que vinham às idéias, sozinho, e ser responsável por permitir aos guris se divertirem por duas horas sem que eles se preocupassem com suas coisas por aí.
Ainda me dei com uma guria. Coisa simples. Eu percebia as ondas cada vez mais próximas de onde eu estava. Numa dessas, ela avançou demais e eu tive de sair do meu lugar. E com o vento forte, eu deixei a bola por um segundo e, com o vento, ela foi até a guria. Na primeira vez eu alcancei a bola antes de ela chutar o ar. Na segunda vez ela veio me entregar XD

Pra finalizar, voltando para a casa, atravessamos um campo onde, na noite passada, houvera um evento. Em conseqüência disto, o campo estava totalmente coberto de tiras de papel laminado que, no sol forte, refletia de forma inacreditável. Se uma tira era brilhante, imagina o campo inteiro? Então, o que seria uma bobagem, que era tirar uma foto daquilo simplesmente porque talvez jamais se encontre um campo em tal forma outra vez, se transformou em “Eu bato uma foto de vocês no meio desse brilho maldito. Isso soa melhor do que um Natal sem uma foto nossa juntos”.

***


"KING OF THE SKULL SERVANTS", pose.



***

Lembra o que eu falei sobre estresse? Na verdade e não sei se escrevi sobre, mas aqui vai: Não dormimos muito. Assim, o nosso humor começava a desaparecer. Passávamos quase 24h juntos, tudo que se queria era dormir um pouco e quem sabe voltarmos a conversar. Pois, dessa forma, ao retornarmos para a casa dos fundos, cada um foi para um canto dormir até as 17h00, hora marcada para o Endo acordar.
O Alexandre custou, mas também se aquietou e dormiu. O cão brutamontes ficou nos meus pés; eu dividindo a mesa comant  alguém. E assim foi até quase 18h00, quando, atrasado, enfim o Endo surgiu.
Daqui ao fim do dia, nada demais. Cada um voltando para as suas vidas. Dormimos um bocado no ônibus e eu quase não acordo. Ainda estava com sono. E por isso, chegando ao meu quarto, aberto, encontro e o mano deitado na minha cama. Joguei-o para um lado e me deitei também. De acordo com o que vêm incríveis e cansativas 16 páginas antes, acordei pela madrugada para, dia por dia possível, começar até este fim.

E ENFIM EU TERMINEI ISSO. DÁ PARA RETORNAR À FIC E A MAIS ALGUMAS COISAS POR AÍ. SEE YOU GUYS NEXT MEETING XD

sábado, 24 de dezembro de 2011

Dia 23/12 - Preparação para o Natal - CHOQUE


        Finalmente, sai da parte chata do diário! - Por isso resolvi até postar no blog e compartilhar a minha experiencia XD

        So... As primeiras horas após o amanhecer foram calmas. Comi pães e assisti HIMYM. Nisso eu já tinha revirado o mais importante do quarto. Coisas que eu deveria guardar em uma sacola e jogar no lixo antes que outras pessoas chegassem aqui. E assim foi.
        As 09h00, tudo na rua. Violão, Som, Computador, Gato... Só ficou a cama, porque é gigante e não passava, e o Guarda roupa, porque era desnecessário mexer. O próximo passo era tirar a velha cama que ficava guardada embaixo da atual. Assim, puxei e a pus de em pé, e isso era às 09h10. Nesse momento, apareceu a impressão de que havia muitas e muitas aranhas pelos confins da cama. Assim, peguei fiz a volta e me certifiquei, dando um pulo pra trás ao ver que “MUITAS” era a palavra inadequada para o que eu via. Logo catei a lata de inseticida – nota, era contra insetos, não contra aracnídeos – e taquei quase toda a lata. E o resultado...

[09h25] As aranhas não morriam, e eu não queria chegar perto da cama. Então fiquei esperando mais um pouco na rua. Nisso, taquei mais e mais inseticida. O que saiu foi uma barata das profundidades. Tão escondida que aposto que o JIMO das semanas passadas não alcançara ela...

[10h00...] Eu ainda na rua, encarando a cama. Saíra uma aranha disco do asterisco do item, e fora todas fininhas que TAMBÉM NÃO MORRIAM com a merda do inseticida.

* -> aranha disco asterisco.

[10h20!] O pai se indignou comigo e jogou a cama na rua – ele fez isso tão rápido que me deu a impressão de que também estava com medo da cama.

[daí em diante...] Entrei de mangueira, lavei o chão e fiquei ouvindo música deste momento até o fim do próximo: Pintar as paredes. – O dia em que eu quase morri torrado.

Mas voltamos um pouquinho...
Quando eu resolvi escrever, era porque eu não tinha mais ânimo pra entrar no quarto. Ainda faltava pintar um pedaço da parede, e ainda faltava pintar outro pedaço da parede também. Eu estava no pátio né, lutando pra ficar acordado, muito, mas muito, mas muito irritado mesmo, e a avó nos ouvidos dizendo que o quarto era seu e que eu tinha de pintar todas as paredes. – Sendo que não iria pintar uma delas e estava decidido que não mesmo.
Agora, porque eu estava tão de cara? Pra começar... Eu estava bem feliz pintando. O piso que era uma lagoa, a tinta terminando e eu quase terminando também. O notebook tocava músicas tais como “PARTY ROCK ANTHEM”. E eu, perdido lá pelo fundo da mente, pincelando as paredes sem ao menos perceber o que fazia... De repente vi A MORTE! Sabe? O que eu recebi ali NÃO FOI um choque ou uma descarga elétrica. Eu fora ELETROCUTADO! E isso é muito diferente. – A prova disso...? Dói mais, a língua dobra e você só consegue perceber o que está acontecendo quando, após 10 segundos de descarga, você está gritando – isso quando enfim o choque termina e a sua voz sai. O corpo inteiro tremendo. Faltando apenas uns raiozinhos na poça onde seus pés descalços se encontram, para que você não se ache o novo RAIDEN de 2012 (MK).
Outra coisa. Sempre foi assim aqui em casa: “Picada de abelha ou choque? Há! Ficou mais calminho, né?”. HELL NO! Calminho era o **** onde eu mandei a avó tomar antes de eu perceber o que estava falando. Eu despejei um monte de palavrões e disse tudo que se possa imaginar, inconscientemente, a fim de me acalmar. Pois calma era a única coisa que eu certamente não tinha após quase ter tido meus órgãos internos liquidificados. A avó só ria. Logo, eu, continuando a pintura agora rente ao chão, tive uma crise de risos também. Ao fim disso o meu quarto estava a poucos passos do paraíso =D

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

YU-GI-OH! ARTIGOS #1: CORE THEORY - THE THREE LEVELS OF DUELING by JASON GRABHER-MEYER


NOTA: Isto é um teste. Venho com a ideia de dar uma força para os colegas de carteado que muitas vezes não tem condições para encarar artigos tão extensos em inglês.
Provavelmente todos jogadores com que mantenho contato já ouviram muito a respeito deste cara: Entre os mais bem sucedidos do nosso TCG, uma das principais figuras, se não a mais, é o escritor Jason Grabher-Meyer. Seus textos são toda a ferramenta que um duelista precisa para, digamos, upar alguns níveis no jogo. E o que faço aqui, simplesmente, é (tentar) dividir um dos textos dele com vocês.

A total tradução é muito extensa e pesada, e seus artigos, embora sigam uma ordem - primeiro caso esta minha ideia funcione -, seriam postados de acordo com nossas prioridades.



PS: TENHAM EM MENTE! Isto é apenas uma adaptação. Não me responsabilizo por remoção ou adição de informações. E que fique claro isto, assim como estará para o JGM, que o que estou fazendo aqui é uma aproximação-trabalho de, podemos dizer, um fã. Os créditos vão para o autor original, e o texto original pode ser encontrado: AQUI


Pois bem, o primeiro artigo que trago é este. Espero que apreciem a leitura.




CORE THEORY - THE THREE LEVELS OF DUELING by JASON GRABHER-MEYER

CORE THEORY - OS TRÊS NÍVEIS DE DUELISTAS



Pode ser dito que a comunidade mundial de duelistas é composta por um número incontável de jogadores. Centenas de milhares de pessoas, cada uma com os seus estilos, tendências, gostos e desgostos; por fim, características que os fazem únicos. Assim, seria impossível generalizar ou categorizar esta porção humana, pois não existe um método o qual possamos usar para incluir e avaliar a complexidade de cada indivíduo; suas personalidades e experiências enquanto um ser.

É com esta idéia de diversidade em mente que, hoje, eu trago a vocês uma arriscada preposição – uma preposição certamente discutida, mas que nunca antes, talvez, tenha sido de forma tão volumosa: Em meio a todos os duelistas, de qualquer experiência, país ou nível de interesse, nós podemos observar três níveis de jogo.

– Eu proponho esta discussão NÂO para o deleite de jogadores elitistas, NÂO para um senso cego da falsa grandeza, e, claro, também NÂO para incentivar a arrogância ou o conceito vazio do “eu também”. Nós discutimos este tópico apenas porque ele é real; útil a qualquer jogador que reconhece e compreende o jogo como parte de seu prazer em jogá-lo, independente do quão novo, experimentado, casual ou competitivo este possa ser.

O propósito desta preposição

Se você puder olhar para um competidor e rapidamente perceber seus hábitos de jogo, tendências, a ligação dele ou dela com a estrutura do jogo, então você poderá entender muitas coisas que te ajudarão durante os duelos. A partir da leitura de cartas invertidas e das cartas em mãos, a adivinhação de como o adversário irá reagir a um campo aberto ou ao padrão complicado/simplificado de jogo..., o caso é que entender o outro lado da mesa ajudará você a interpretar os movimentos dele e a fazer os seus com maior precisão.
A única maneira de evitar esta leitura é jogando no “vácuo”. Considerar as suas próprias jogadas firmemente baseadas apenas no entendimento e o desenvolver da estratégia com o deck. Não oferecer balanço a si; pouca ou nenhuma adaptabilidade. – Mas é claro, não somos máquinas de probabilidades. Nosso jogo sempre se comporta de acordo com nossas idéias além cards. Sendo assim, somos, em alguma instancia, jogadores “decifráveis”.
Por isso o propósito deste artigo é categorizar todos os duelistas em um destes três níveis que veremos a seguir, transformando a leitura de qualquer oponente em uma tarefa mais fácil.

O quão freqüentemente você faz “movimentos certos” em termos de economia, mas perde para um adversário sem medo de queimar sua mão inteira logo no 2°turno?
Quantas vezes você mal interpretou e não pôde lidar contra uma pressão de ataques – mesmo possuindo cartas em mãos para combater a horda – apenas porque você baseou suas ações sobre o seu entendimento de jogo esquecendo o adversário?
Alguma vez você já perdeu para um jogador que, embora o respeitando como pessoa, você se sentia mais experimentado quanto – ou mesmo com um baralho superior –? E perguntou a si mesmo “como diabos isso foi acontecer”?
Ou virando o lado da mesa. Já aconteceu de você bater um jogador com muito mais recursos/experiência e ele responder com confusão e mesmo frustração ao invés de com um sorriso e um aperto de mãos?
...
Em um nível global, então temos três distintos grupos de jogadores neste TCG. Compreenda cada e você identificará, jogará de acordo, vencerá mais e administrará as derrotas com mais graça. Esta é a meta a partir de agora: Entender tendências comuns e usá-las não só para jogar melhor, mas também para manter a cabeça fria e adquirir leituras mais precisas em suas vitórias e derrotas. Com isto dito, vamos logo ao primeiro grupo:



O Duelista Nível 1

Nosso primeiro grupo cobre a mais diversa onda de indivíduos, todos com seus desejos e seus backgrounds. Ele ou ela podem ser novos no jogo, ou relativamente novos em comparação à mentalidade de jogadores de maior pretensão. Eles podem ser jogadores de longa data também, mas usualmente estão interessados em um jogo casual. De qualquer forma, eles certamente seriam novos aos conceitos da CORE THEORY, que diz respeito à economia, simplificação versus complicação e utilidade versus sinergia.
Ele ou ela até poderiam ter o entendimento destas teorias também, mas eles decidem simplesmente que isto não faz parte de como eles se interessam pelo jogo. Pois enquanto divertindo-se como duelistas, as metas dele ou dela provavelmente são encontradas.

Estes jogadores tendem a apresentar a maioria, se não todos, dos seguintes hábitos:

–AGRESSÃO: O nível1 não espera vencer consistentemente. Não se cobrará tanto devido a uma derrota e sente-se relativamente sem pressão enquanto duelando. Isto é o que o alimenta: Não existe uma rigorosa punição para a falha. Mas, claro, o sucesso sempre é acompanhado por um bom sentimento, razão principal que nos faz jogar. Sendo assim, no momento em que ele enxergar a possibilidade de vitória, lá estará ele, pronto para abraçá-la.

–REPETIÇÃO/ROBOTIZAÇÃO: O nível1 não é estúpido, e ele não falhará em guardar os resultados tanto de suas ações quanto as do seu adversário. Se ele usou de um movimento e este movimento funcionou bem, ele procurará chances para e o repetirá. Mas se, ao contrário, ele agir e ser punido pela ação, isto também moldará as suas bases de ações imediatas. O duelista nível1 se sustenta pelas próprias experiências mais do que se guiando por regras ou peças de teorias.

–LEITURAS: Um jogador deste nível tem capacidade para fazer leituras das cartas ou metas adversárias, mas usualmente ele pouco utiliza suas percepções. Ele está mais preocupado com a sua própria estratégia quanto com a de qualquer outro.

–ESCOLHAS DE DECK: O duelista nível1 joga com o que ele quer. Isto pode ser um deck temático, um baralho pessoal que há muito ele vem desenvolvendo, cartas de estimação..., ou mesmo algo encontrado na internet e que ele acredita lhe dar vitórias o suficiente para satisfazê-lo. – Espere pelo inesperado.

Mesmo longe de sermos juízes do que é certo e errado, podemos dizer que, em um senso restritamente competitivo, o duelista nível1 joga um jogo muito pobre. Há muito pouco espaço para adaptações significantes em seu estilo de jogo. Ele é relativamente previsível e não incorpora métodos de longo-termo que lhe garantirá resultados mais consistentes. E, ainda assim, isto está perfeitamente bem! Ninguém deveria culpar ou ser culpado por apenas procurar diversão. Nós todos temos nossos objetivos. O duelista nível1 apenas não está no mesmo jogo que os outros dois níveis – e não estar não significa que nunca estará. Apenas lembramos que cada jogador tem suas próprias metas, e as metas do jogador nível1 lhe cabem bem enquanto um jogador causal.

Sabe? A condição do duelista nível1 não é apenas andar por aí perdendo um jogo atrás do outro, o tempo inteiro. Primeiro, seus contatos de jogo moldam as suas perspectivas. Assim, se ele é um jogador nível1, provavelmente os seus companheiros duelistas são do mesmo seu nível, o que significa não haver uma superioridade entre dois jogadores enquanto em suas partidas. MAS, esquecendo isto por um tempo, e também ignorando a falta de desejo de vencer consistentemente, jogadores nível1 continuam vencendo freqüentemente por duas grandes razões: A primeira razão é em muito devida a agressão já mencionada: O ritmo agressivo destes duelistas sempre pega um competidor mais experimentado fora de guarda; ou simplesmente pune este mesmo terminando logo um duelo em que o duelista mais consistente comprou sem qualquer sorte.
Jogar apenas uma ou duas cartas por turno, procurando pacientemente pelos famosos +1’s, pode não ser o suficiente para bater este cara, visto a facilidade com que ele pode queimar a sua mão inteira sem ao menos hesitar e te mandar mais cedo pra casa.

O nível1 geralmente jogará com um deck que um duelista de nível mais alto irá provavelmente pensar que não vale a pena ao seu estilo de jogo; também, pode ser com um deck que vence freqüentemente e é atrativo, mas que não apresenta consistência o suficiente para um jogador veterano em torneios.
Um jogador nível2 pode olhar para um deck “BURN” ou um “OLD DEMISE” e pensar “Este deck pode vencer seis com sorte até sete em 10 rounds, mas eu sei que não me deixará no Top16”. Um duelista nível1 pode olhar o mesmo deck e pensar: “Seis vitórias?! HELL YEAH I’LL PLAY IT!”.



O Duelista Nível 2


Este segundo grupo cobre a vasta maioria dos jogadores competitivos. Estes são os caras que aparecem em seus locais e regionais com a meta de alcançar Top8. Vencer é divertido, mas vencer e ganhar prêmios, muito mais. Criar alguma coisa nova pode ser divertido também, mas o duelista nível2 percebe que a criatividade muitas vezes custa suas vitórias e desempenho testado e garantido. Para solucionar o conflito que isto gera, jogadores deste nível tendem a desenvolver duas atitudes: Uma casual e outra competitiva. Ainda assim, a segunda atitude geralmente fala mais alto. Não por apenas a vitória, mas pelo lucro que ela pode gerar em um semestre consistente em campeonatos.
           
Este jogador é usualmente bem versado em CORE THEORY: ao menos ele ou ela entendem o básico sobre economia, às vezes se baseando tanto por isso que, ao fim, acabam ignorando outros fundamentos importantes.
Um panorâmico entendimento de utilidade e sinergia provavelmente também fará parte das características deste jogador, manifestando-se ou pelo conhecimento adquirido pelo jogo, então verbalizado em uma linguagem própria, ou simplesmente alguma impressão inata. (“Isto é uma carta morta” pode ser entendimento inato, enquanto “esta carta não apresenta utilidade ao fim do duelo”  pode ser visto como embasamento ns conceitos de CORE THEORY”.

Observe os padrões de comportamento neste grupo:

–CONSERVAÇÃO: Este jogador entende tudo sobre economia – ou pelo menos ele acha que entende. A menos que ele esteja em um dia realmente ruim ou arrasado física ou mentalmente, ele vive e morre pelas regras que aprendeu, fazendo as suas decisões sempre baseadas em volta das teorias do jogo. Ele sempre quer os +1’s, - um saco cheio destes, se possível – e não pretende te dar nenhum. Em direção a este fim, ele freqüentemente joga no estilo conservador, oferecendo pouca ou nenhuma chance para o adversário ganhar vantagem de cartas ou alguma informação enquanto que ele espera roubar ambas para si mesmo.

–REPETIÇÃO/ROBOTIZAÇÃO: Como o nível1, o jogador nível2 aprende por jogadas seriadas e automáticas. A diferença é que enquanto o competidor nível1 repete suas jogadas ou se põe em situações semelhantes logo quanto possível, o duelista nível2 joga as mesmas táticas em um senso mais adiante, analisando seus movimentos pela perspectiva da CORE THEORY. Um bom duelista nível2 sabe encontrar similaridades entre as jogadas suas e do adversário, mesmo se eles estão usando decks diferentes por inteiro.

–LEITURAS: Este jogador usualmente faz leituras em uma opinião-maioria dos fatos e em probabilidade matemática. Ele sempre observará a pilha do adversário para saber se a “MIRROR FORCE” ou o “TORRENTIAL TRIBUTE” já foram ativos quando decidir fazer uma grande jogada. Ele até mesmo recorrerá a alguns números para adquirir uma impressão geral do que poderia ou não desabilitar os seus movimentos, e, com isso, usualmente suas jogadas são calculadas antes da ação. Este jogador considera muito as suas opções antes de agir e se esforçará para adivinhar as chances de uma resposta adversária. Contudo, ainda assim a sua leitura não é genial ou assombrosa, mas apenas experimental. “Se ele usa 3x ’MYSTICAL SPACE TYPHOON’, então eu devo criar uma isca antes de fazer set desta?” ou “Quais são as chances de aparecer um ‘ARCHLORD KRYSTIA’ no próximo turno?” são dois bons e comuns exemplos de leituras feitas neste nível.

–ESCOLHAS DE DECK: Um nível2 joga com o que ele acha que vai ganhar, ou com o que ele imagina ter diversão com, dependendo se ele se encontra em cena casual ou competitiva. Ele não jogara com um deck qualquer – existe um propósito para guiá-lo nesta escolha, e a sua decisão é afetada demasiadamente pelo conhecimento das matchups e o seu meta local ou regional, tanto quanto (esperamos), também, por uma seqüência de testes com o deck. Ele não jogará com um deck “BURN” apenas porque quer causar dano. Ele jogará com este deck porque a construção possui isso e aquilo de draw engine, esta e aquela vantagem no duelo1, uma ou outra boa combinação e assim por diante. Também, ele joga com um deck conhecido e de indiscutível sucesso, ou que chamamos de “Tier1” no seu atual formato. Se não joga, ele certamente tem uma grande razão por trás desta escolha. Possivelmente a resposta seria a mistura de técnicas pessoais combinadas com razões especificas e efetivamente testadas contra o mesmo “tier1”.


–CONHECIMENTO METAGAME: Um duelista nível2 sabe quais são os decks mais competitivamente bem sucedidos (ou ao menos ele tem conhecimento do que venceu os últimos campeonatos importantes neste formato). Este conhecimento molda as suas decisões sobre o deck inteiro, e  mais a fundo, escolhas técnicas de carta por carta do deck – assim como as decisões do que levar de SIDE.

Em termos de CORE THEORY e jogadas mais especializadas, podemos considerar que, enquanto o duelista nível1 “joga um jogo pobre”, o duelista nível2 “joga um bom jogo”. Este duelista conhece muitas teorias e discutiria inteligentemente sobre o jogo com outros. Ele provavelmente lê as coberturas dos YCS ou ao menos checa a lista dos decks no top16 dos dois dias do evento. Ele conhece o movimento “certo” em termos de economia e quase sempre fará este movimento.
Um profundo entendimento do jogo e de suas próprias estratégias comanda as suas decisões em mesa, enquanto que o conhecimento das matchups e as conseqüências em potencial reduzem suas escolhas de deck.

Ao mesmo tempo, um duelista nível2 pode não entender o porquê de ele perder certos jogos. E mesmo depois de cavar fundo pela resposta, ele certamente concluirá que a razão pela derrota se deu em maioria por causa de “má sorte”. Ele vai perder para um nível1 e possivelmente ficar frustrado quando isso acontecer. Ele poderia jogar suas cartas “melhor do que qualquer outro jogaria” e continuar falhando em algo.

Um sólido duelista nível2 alcançará top na maioria dos locais, e poderia até pegar um top também nos regionais. Dependendo de suas condições, ele participaria de YCS – e em um dia perfeito, até voltaria para casa como o campeão de um torneio grande assim. Novamente: A maioria dos duelistas se encaixa dentro desta categoria.


...

Posto sobre as lendas mais tarde XD