"Do you think you'd sell your soul to just have one thing to turn out right? For the thousandth time you turn and find that it just makes no difference to try. Like Holden Caulfield, I tell myself there's got to be a better way. Then I lay in bed and stare at the ceiling – Dream of brighter days" [Get It Right – The Offspring]

sexta-feira, 30 de março de 2012

Juan Oliveira PDV: CAMPEONATO DRAGON'S LAIR DE YU-GI-OH!

Algumas palavras...

Até então, eu não sei o que o futuro reserva. O objetivo aqui é registrar, recortando do meu diário, o resumo dos dias e duelos relacionados aos campeonatos de YGOTCG, que rolam aqui em Rio Grande, tendo como local... - Bom, isto tudo está nas páginas, além de no próprio título, não é? Então, se é que eu devo algum registro prévio aqui, é apenas expressar que eu espero que ocasiões como esta venham a se tornar parte do cotidiano. Cotidiano daqueles que gastam o que podem e, às vezes, o que não, apenas pelo jogo. Pela estética, status, redireção de identidade, ou, como eu costumo dizer, pela oportunidade de se encontrar com tantos amigos em um só local e quebrar a maldita monotonia.
O porquê de eu aludir a despesa do jogo? Porque é algo que não pode ser apenas eu quem pensa sobre isso. Que se chateia sobre, aliás. Pois não vejo muito sentido em possuirmos baralhos e reservas tão caras, não pararmos de nos munir a cada novo formato, e nos entregarmos às tantas estratégias possíveis, para, no fim, não jogarmos sequer um campeonato... Coisa simples! Ao invés de apenas nos encontrarmos semanalmente, não é mais adrenalístico e autêntico nós compramos boosters e jogarmos a tarde toda para, ao fim, premiar os "sortudos" do dia? 
Apenas registro que espero que mais campeonatos estejam por vir. Mas, como iniciei estas palavras, eu não faço ideia do que são as semanas além desta. Pois então, apenas me resta esperar que possamos, todos, independente de estereótipos estúpidos, o "nível", os recursos ou mesmo o tempo de que dispomos, jogar um pouco mais seriamente. Sabe? Mesmo adquirir a sempre bem-vinda experiência! E acima de tudo e qualquer coisa, aproveitar a plural sociabilidade que o jogo nos proporciona.

Também, este é o primeiro registro, se tendo em mente que outros virão. Então... Confesso que ainda não tenho planejado um modo prático para construir o texto.



[13h28 PM] Casa do Paulo
25/03/2012

        Reflexo da madrugada passada até esta manhã. E eu posso registrar tantas coisas sobre esta última noite... Até o Caju estava. Fora a noite em que peguei o meu trio de “EFFECT VEILERS”, quais brilham lindamente e são incrivelmente efetivas, aliás. Fora a noite de se comer lanche com vontade, de virar até após as 08h00 jogando, fazendo algumas poucas compras nos States e, ao fim, eu passando em casa, de carro, após largarmos os guris na parada, para que eu pudesse pegar mais alguns tostões... O caso é que ontem paguei a primeira metade da minha ida ao ANIMEXTREME, e que, para hoje, o Paulo precisaria de mim como um despertador, se não ele não acordar, conseqüentemente não participando do campeonato que rola hoje.
        Mas que campeonato? O que, enquanto eu não fazia nada útil da vida em frente a um computador, recebera o convite da Raquel. Temos poucos confirmados, mas o número é, ainda, suficiente. E eu acordei uma hora antes para arrumar o meu deck, mas, sem conseguir encaixar tanta coisa boa aos olhos, estou tomando coragem para jogar com o meu deck “CHAIN BURN” hoje à tarde, na inauguração da loja.

        Por ora era isso. Às 14h30 estou em frente ao Shopping, como estabelecido quase imperialmente, para que a aventura comece – e que, assim eu espero, eu possa levar alguma premiação para casa.

..

        O resumo do dia se apresenta de forma agradável. Enquanto eu escrevia a primeira parte do Diário, o Paulo acordou. Nós estávamos com fome. Iríamos comer? Claro! Onde? No shopping mesmo. Era cedo, início do horário proposto para nos encontrarmos todos. Assim que nós saímos para comprar nossos pratos, apareceram uns. Mais tarde, outros. O Endo estava neste grupo. Quando o encontrei, dei um aperto em seu mamilo, e iria perguntar sobre o porquê de eu nunca mais tê-lo visto no MSN. A resposta a isto foi ele me impelindo de me aproximar mais, com cara de bravo, mas sem olhar pra mim.
Exatamente às 15h30, saíamos do Shopping. Peguei carona.
        Pelo caminho de saída, o Ezegarde me entregou ela. Finalmente! Pois há desde os registros do Natal, então exatamente há três meses, a espera por ela. “DANCE PRINCESS OF ICE BARRIER”. Tão linda que, mesmo com as artes espantosas de todo o meu deck, o meu costume faz ela não parecer parte daquilo. – Esqueci de pegar o “BRIONAC, DRAGON OF THE ICE BARRIER”...

        Sobre o espaço... Chama-se DRAGON ’S LAIR. Uma entrada discreta. Uma porta de vidro, com um dragão confeccionado sobre. – sério, um dragão mesmo? #NOMEDIGAS!
Entrando lá, imediatamente reconheci o Eduardo, que narrava para mim e a Alice, como Toreador, no RGBN. E, mais tarde, a LISI. Também, deduzi corretamente o atendente de lá ser o namorado da Raquel.
Uma pequena confusão, mas decidir quem jogaria o campeonato não estava sendo fácil.

***

[Campeonato] 

#1: (1-0) (3pts). VS Ezegarde (GLADIATOR BEAST).

No primeiro duelo, consegui abrir com “OJAMA TRIO”, trazer um “LAVA GOLEM”, e arrastar o duelo até combinar duas “SECRET BARREL”, tendo um ataque refletido com um card de defesa. Pareceu demorar um pouco, mas não foi difícil.
No segundo duelo, me deparei com dois “MYSTICAL SPACE TYPHOON” que arruinaram os meus planos. Logo apareciam uma dupla de “GLADIATOR BEAST LAQUARI”, e eu recebi todos os ataques, deixando minha vida cair à apenas 500lp. Mas outra vez o “LAVA GOLEM” tomaria controle, mas com a vitória incerta. Entretanto, com o Ezegarde cometendo o erro de ativar “SOLEMN JUDGMENT”, deixando sua vida à 3000lp, combinei duas “RECKLESS GREED” e... FIM.

#2: (1-1) (4pts). VS Diego (AGENTS)

Dois turnos foram o suficiente na nossa primeira rodada. Outra vez acertei “OJAMA TRIO” com duas “SECRET BARREL”. Não tenho o que registrar.
Mas os duelos seguintes me aborreceram. Primeiro, perdi por culpa minha. A situação era eu ter de tirar 7000lp em um turno, ou então morte. O “LAVA GOLEM” começaria as correntes, e eu sabia que o Diego interviria usando “HERALD OF THE ORANGE LIGHT”. Então a minha “CHAIN STRIKE” alcançaria uma corrente de nível seis, e, com a presença da qual o Diego estava, novamente duas “SECRET BARREL” iriam resolver. MAS, eu deixei acontecer assim como eu pensava, e isso apenas para perceber que eu deveria ter ativado minas armadilhas na fase de compras. O Diego perdeu 6400lp, e me matou. Planejei errado!
Na partida seguinte, não consegui me livrar do “MORPHTRONIC LANTRON”. Eu tinha tudo para ganhar, mas precisei cavar em busca de um “LAVA GOLEM”, e mesmo outra vez apelando às “RECKLESS GREED”, “POT OF DUALITY” e o que mais pude, não encontrei a resposta.

#3: (2-1) (7pts). VS Alexandre (GRAVEKEEPER).

O Alexandre jogou com medo. É isso o que posso definir do nosso duelo. No início, fui surpreendido e isto tinha me feito perder mentalmente. O Alexandre, de dois monstros posicionados, surpreende ao virar uma “GRAVEKEEPER SPY”, que traz o “GRAVEKEEPER RECRUITER”, e ele traz outro monstro da mão, deixando por último a desvirar o “GRAVEKEEPER DESCENDANT”. Em uma rodada ele limpou o meu lado do campo com o efeito deste último. Minha jogada seguinte foi usar o “POT OF DUALITY” revelar uma armadilha de reflexão de ataque. E com isso, o Alexandre se refreou, vagarosamente retirando todas as minhas cartas (blefes) do campo, me dando tempo para juntar o que eu realmente necessitava para uma combinação que encerraria a partida.
Na segunda, mesmo temendo a “ROYAL TRIBUTE”, dobrei o número de monstros no meu deck para seis criaturas. Encaixei poucas jogadas, com outra vez a “SECRET BARREL” e o “OJAMA TRIO” decidindo. Aqui eu me certifico da real condição de vitória do meu deck...

4#: (3-1) (10pts). VS Diogo (RFP).

Joguei contra um dos novos. Insegurança, não cálculos e noção alguma de o que esperar do meu deck. Na primeira partida selei assim que joguei. No segundo turno, ativei “OJAMA TRIO”, bloqueando o campo do menino, que tinha um “HELIOS THE PRIMORDIAL SUN” e, ao que parecia, um “GREN MAJU DA EIZA”. Não deu tempo para nada. Eu trouxe dois “LAVA GOLEM” ao lado do campo dele, assim que eu tinha combinado “JUST DESSERTS” e “CHAIN STRIKE”. O resultado era ele com 3900lp, morrendo em dois turnos.
A segunda foi ainda mais rápida. Posicionei todas as minhas cartas e um “MORPHING JAR”. Alguma dúvida?

#5: (4-1) (13pts). VS Matheus (GLADIATOR BEAST).

Um grande estranhamento se apossou da mesa logo no turno1. O Matheus não jogou NADA. E eu agradeci, porque assim que percebi o que era o deck dele, eu sabia que se ele decidisse vir pra cima, seria difícil de conter. Numa combinação despretensiosa, “GORZ, EMISSARY OF DARKNESS” apareceu em uma jogada não permitida, pelo outro lado. Daí então eu entendia. Achei engraçado jogar contra um campo completamente aberto, mas, na verdade, o Matheus apenas comprar, passar e descartas, me dava turnos de compras para encaixar as minhas melhores combinações. Por isso, venci as duas partidas assim, sem dar tempo para o GORZ aparecer, já que uma cópia de “OJAMA TRIO” prevenia a ameaça.

6#: (5-1) (15pts). VS Endo (Anti-[da cidade]?)

Tenso. Pela história que rola desde que ele, subitamente, para de falar comigo. Foi o duelo em que tive de administrar o nervosismo e me lembrar da cartilha, de não agir por impulso, e calcular, e calcular...
Perdi no dado e encarei um “THUNDER KING RAI-OH” de início! “POT OF DUALITY” over. Mas consegui manter o jogo lá e cá, embora uma descida de um “CAIUS, THE SHADOW MONARCH” tenha banido o meu “SPIRIT REAPER” e me causado, ao todo, 3.400 pontos de dano. Daí em diante, eu esperava começar minha cadeia de correntes, quando, abruptamente, o Endo envia um monstro do seu campo ao cemitério, indicando fazer uma nova invocação por tributo. “Um CAIUS, ou RAIZA?”, pensei. Mas NÂO! Um segundo após e eu encarava um “PRIME MAERIAL DRAGON”, - Sério! “PRIME MATERIAL DRAGON”! E eu imaginei, naturalmente, que o Endo o tinha posto antes, com a intenção de usá-lo exclusivamente contra mim. Fiquei chateado e, claro, sem esperança, nas condições em que eu me encontrava. Perdi sem ter o que fazer, logo. Mas fora uma boa tentativa adversária, que arriscara um card contra todos os decks especificamente para a primeira partida, e atingiu o objetivo.
No segundo duelo, tudo foi ligeiro. Presenteei o adversário com o “LAVA GOLEM”, não me importando se ele viraria material de tributo para o dragão-chave. Ativei “MAGIC CYLINDER” no mesmo turno e no próximo turno completei uma corrente. Terminou ligeiro mesmo.
Mas aqui, o duelo que ultrapassou as leis do meu deck, e mesmo do meu intelecto. Talvez, para sempre, eu vá me lembrar do que foi esta partida. Uma consagração para um “CHAIN-BURN”, eu acredito ter sido.
Quando peguei o baralho do Endo, ele falou asperamente: “Só corta”. Passei um segundo olhando ele e embaralhei, de qualquer forma.
Primeiro turno adversário, e a “GOLD SARCOPHAGUS” buscava o “PRIME-MATERIAL DRAGON”, enquanto eu assistia impotente a isto. Segurei bem com o “SPIRIT REAPER”, – Eu podia ter testado dois “MARSHMALLOW”, mas esqueci completamente deles. O que logo se deu foi um “FLAMVELL URUQUIZAS” dar as caras. Reagi virando um “MORPHING JAR”, eliminando mentalmente a ameaça da “HEAVY STORM” e do “PRIME-MATERIAL DRAGON”! O que fiz foi sacrificar meus dois monstros e invocar o “GORZ, EMISSARY OF DARKNESS”. – Cara, “CHAIN BURN” e eu sacrificando monstros!
O Paulo veio para o meu lado, e o Diego estava por perto. Eles assistiram aos derradeiros movimentos. Pois “OJAMA TRIO” e “LAVA GOLEM” apareceriam em minha próxima combinação, enquanto que eu segurava, também, “MAGIC CYLINDER” um em cada extremidade do campo. Eu jogava sem comprar, por ter adicionado quatro cards à mão via “RECKLESS GREED”. Era mesmo o fim? Ou eu deveria me lembrar que existe a “MONSTER REBORN”? O Dragão voltaria...!
No turno seguinte, “LAVA GOLEM” causou seu dano e a vida do Endo caiu para 3500lp. Na fase de batalha, o Paulo disse: “Ou ativas, ou...”. Eu pedi calma, passei uma eternidade considerando e, ao fim, neguei o ataque do GOLEM, subindo a vida do adversário em 3000. (6500lp). Sorri quando nenhuma carta foi posicionada ao fim do turno.
Com poucas chances restantes para uma “MYSTICAL SPACE TYPHOON” ou “HEAVY STORM”, e o maldito dragão, eu avancei com o ataque do meu GORZ e cadeias de “JAR OF GREED” e “LEGACY OF YATA-GARASU”, e no turno seguinte o “LAVA GOLEM” tinha de atacar. Ao que pareceu, não havia mais alternativas para o outro lado da mesa. Venci a partida mais estranha e espiritualmente massacrante, que eu já fizera. E, assim, eu estava nas finais.

NOTA: Quando eu virei o “MORPHING JAR”, o que eu esperava era anexá-lo ao “SPIRIT REAPER” para invocar um “NUMBER17: LEVIATHAN DRAGON”. Mas não dá =|

7#: (6-1) (15pts). VS Gordo Paulo (GLADIATOR BEAST).

Mas eu achava que seria campeão... Bastava somar apenas um ponto, certo? A colocação era, até então, Juan (15), Diego (13), Paulo (12), Endo (11). “CERTO! LÁ VAMOS NÓS”. Eu já tinha enfrentado duas partidas assim, porque justamente esta poderia assustar?
E perdi de dois a zero. Nas duas partidas, a “GLADIATOR BEAST WAR CHARIOT”, me arruinou, Claro, eu deveria ter tirado os “SWIFT SCARECROW”, mas o problema era o quê por no lugar, pois fiz um SIDEDECK pouco pensado.
No primeiro duelo, como de costume contra o Paulo, nós ficávamos de papo, descontraídos. É sempre assim, e dessa vez foi com uma “MAGIC CYLIDER” aqui, uma “DIMENSIONAL WALL” ali, e uma ou outra combinação com “OJAMA TRIO”. Logo a vida do Paulo encostou a um limite inseguro, e eu emendei a “CHAIN STRIKE” num simples link de nível três, esperando “ACCUMULATED FORTUNE” resolver em seguida. Mas ai a partida ganha uma nova face. Eu só precisava puxar um “SWIFT SCARECROW” com minha armadilha, e, quando eu perdi, lá estava a carta, de segunda. O caso é que o Paulo faz as contas e termina com menos de 1000lp. Usou “SOLEMN JUDGMENT” e quebrou a minha seqüência, me deixando com apenas um “SWIFT SCARECROW” na mão, para a sua “GLADIATOR BEAST WAR CHARIOT”. – Pois é! Eu sabia que junto de um “GLADIATOR BEAST DARIUS”, havia duas "HORN OF THE PHANTOM BEAST”. Ele ajuntou ataque o suficiente.
Na segunda partida, mesmo o Paulo tendo outra vez jogado excepcionalmente bem, eu acreditava que, se não pela dependência dos “SWIFT SCARECROW”, eu venceria. Pois pedi dois minutos, um bloco e uma caneta. Na minha conta, o Paulo ficava com exatos 1000, o que significava que eu lhe daria 7000 numa rodada. Mas mesmo feito isso, e tendo em mãos a “THUNDER SHORT”, e a futura “SECRET BARREL”...
O Paulo preferiu não posicionar a armadilha resgatada do cemitério. E isso porque invocaria, ao término da batalha, um “GLADITAOR BEAST HERAKLINOS”. Duas cartas por duas cartas. Era o fim. Nós nos encarando, cientes de termos levado nossos decks a um desempenho satisfatório.

NOTA2: O Diego tinha dito triste: “Perdi...”. Mas, após a minha partida, o vejo vencer apenas com um “GAIA, FORCE OF THE EARTH”, e sem mais recursos, enquanto que, ao meu lado, havia a mão do seu adversário com um “SPIRIT REAPER”, “MYSTIC TOMATO”, “ALLURE OF DARKNESS”... Esses foram os cards que eu vi. E eu não preciso registrar o que isto significa. Correto? Correto? Só a reflexão... Pois eu seria suspeito para falar sobre...


BETA. Na atualização adiciono aqui a tabela de pontuação segundo a loja e algumas fotos - não encontro meu USB ¬¬. Texto sujeito à mudanças.