[04h27 AM] Meu
quarto
17&18/05/2012
– Rio Grande
(3ª semana)
Deve estar na lista de um dos piores
dias da minha vida. Eu pensei muito sobre como explicar a sensação, mas eu
perdi um investimento e dedicação tão grande, todas as minhas cartas, que é impossível
inventar uma frase ou máxima que dê conta da minha (dor?).
–
Recém agora, após acordar e vir direto para cá, e precisar por a senha do meu
notebook, é que percebi uma das minhas perdas mais significativas. Não por
preço, mas... Foi-se junta a minha “BLACKWING – BREEZE THE ZEPHYR”. (A minha senha
é BREEZE). Mas o que é reclamar disto quando se tinha o deck completo em 1st
edição?
Bom. Ontem à noite, sem absolutamente
nada para fazer, fui à loja pegar seriados. Isso era umas 20h00.
Ao
sairmos, ainda pensei, enquanto a Lisi e o Emerson fechavam os portões corridos:
“Não tem alarme aqui..., Como seria fácil
para o Sam ou o Dexter entrar...”. Bem, correção: Eu deveria ter imaginado
como seria fácil para um pedreiro mesmo...!
Estando
em uma maratona sem dormir, às 08h00, após terminar metade da temporada de PRISON BREAK, eu dormi um pouco. Pouco.
Eram mais ou menos 09h30 quando o meu celular tocou. O JP estava na linha; e
ele disse: “Cara, me diz que as tuas
cartas estão contigo. Ontem à noite vocês levaram a tua caixa,, NÃO É?”.
A
primeira onda pré-dilaceração ocorreu. Ele me ligaria novamente. Meu corpo se
resmungou na cama para encontrar o celular; a segunda ligação. “Meu, as tuas
cartas estão contigo, ou no carro do gordo, certo?”. “Elas têm de estar contigo!”. [...]
Assaltaram
a loja. A princípio imaginei que tinham levado tudo. Se o meu dia seria ruim
por isso, então que fica mais, pois, segundos após eu desligar o telefone – e que
legal, “quando vou poder dormir”, pensei
–, a avó invade o quarto dizendo que... */_
O pai não estava. E eu, tendo dito que
já estava indo à loja, não estava indo, portanto.
A
avó reclamava e falava de Deus, e que R$300,00 era muito dinheiro, e que o pai
não devia... */_
Eu só conseguia pensar: “R$300,00? Que tal mais de R$2.000 em cartas. ‘EFFECT VEILER, RAI-OH, POT, TODOS MEUS DECKS...?”. E a lista cada vez aumentava mais. E eu não entendi, ao resultado imediato da notícia, o porquê eu não estava surtando, embora eu já sentisse vontade de dar um soco na parede.
Eu só conseguia pensar: “R$300,00? Que tal mais de R$2.000 em cartas. ‘EFFECT VEILER, RAI-OH, POT, TODOS MEUS DECKS...?”. E a lista cada vez aumentava mais. E eu não entendi, ao resultado imediato da notícia, o porquê eu não estava surtando, embora eu já sentisse vontade de dar um soco na parede.
11h00. Ou um pouco antes. Com o pai fora
de casa, aproveitei que eu não podia fazer nada e tomei um banho. Sabe? Mesmo
com pressa, um banho fazia todo o sentido. Pois “Azar no jogo...”. Eu precisaria
estar arrumado, não transtornado.
Quando
o pai apareceu... Assim, durante este dia, milhares de amigos me ligaram
perguntando se eu estava bem. Até me surpreendi com tantas ligações. E bem, eu
saí de casa sem dinheiro. Voltei à noite. O pai soube do assalto, mas e daí, só
as minhas cartinhas!... Ele não ligou nem para me mandar à merda. Aliás, à
merda ele me mandou, quando se negou a me dar dinheiro para apenas uma passagem
de ônibus, para eu ir checar o estado da loja.
*/_
Quando eu cheguei à loja, o JP estava com um dos guris do RGBN. As coisas no lugar, nem metade dos produtos furtados – mas claro que o caixa sim –, e as mesas ainda cheia de cartas por cima. Foi quando percebi que, se alguém perdera as cartas, este alguém era eu; apenas eu.
Quando eu cheguei à loja, o JP estava com um dos guris do RGBN. As coisas no lugar, nem metade dos produtos furtados – mas claro que o caixa sim –, e as mesas ainda cheia de cartas por cima. Foi quando percebi que, se alguém perdera as cartas, este alguém era eu; apenas eu.
–
O que eu acreditei – e ainda acredito, embora agora eu esteja muito chateado
com tudo: “Menos mal que foram as minhas
coisas”. – O que pensei depois: “Mas se
o assalto podia ser executado facilmente, minhas cartas roubadas, em meio aos
produtos, não é um problema meu..., correto?”.
Sobre
isso, eu não fui mesmo o único a perder. E eu tento não ser egoísta... Ao menos
não com a minha família.
***
Na hora do almoço, o JP me levou para
comermos em sua casa. Mas embora eu pudesse registrar muito mais do que eu ter
gostado de uma casa tão espaçosa aponto de ser impossível se manter uma organização
eficiente, hoje não é um dia em que eu possa escrever mais do que isto, que eu
me assustei ao comer bolinho de batata encontrando um recheio não usual – que eu
nem comi, na verdade, devido ao estado de choque e consequentemente a falta de
fome – e que lá, mesmo na merda, não parávamos de cantar "AMAZING HORSE".
Neste
meio tempo o Ezegarde me ligou. “Não sei. Faz diferença se eu estiver bem
ou mal? São minhas cartas, e, mesmo que a longo-prazo, substituíveis. Eu sigo
em frente de qualquer forma”. E o pior é
que tenho a eles. Meus amigos. Todos apareceram por causa do jogo, e tenho o meu
diário. Algo que se eu perder... – Viu como não é tão difícil atribuir
alguma resistência à ideia de que o meu “VAMPIRE GENESIS” (2006), que recuperei
estas semanas por valor histórico, após recomeçar a FIC, também estava junto da
caixa... [?] – Oh, merda.
A Lisi falou com alguns dos imundos que
cuidam carros na rua da loja. E é mais do que claro que foram eles. Um correu
quando o Emerson pegou/foi largar uma barra de ferro. Outros entregaram mais
outros. E um destes sairia em busca da caixa de cartas (a caixa de um cliente
da loja, que não tem valor, mas que fica chato para o estabelecimento...) em retorno
de uma ou duas recompensas.
Eu e o JP desaparecemos pela tarde, por
causa de uma ida em locais de venda de tintas. Voltando à loja, o Ezegarde liga:
“TE APRESSA!”!
Imaginando
que a caixa havia reaparecido e que o Diego tinha pagado por ela, tomo fôlego, depois de uma corrida pelo Centro, para encarar a única coisa que eu não queria; informações frias, planos
complexos e incertezas. Um destes imundos, por R$5,00, “sabia muito”.
O
Paulo demorou demais para aparecer, mesmo a gente ligando vinte vezes dizendo
que o assunto era sério e que precisávamos dele com urgência. Eu entendo que ele
estava ocupado com a sua mãe, mas imagino que se o presidente ligasse para ele
seria a mesma coisa, exceto se aquela caixa de cartas não fosse minha, neste
caso.
O
Senhor Titela disse que precisava de dinheiro para ir à Pelotas; depois ele
morava no Cedro; depois ele assistiu ao roubo; mas era muita sacanagem os caras
que ele não conhece direito vender os produtos na sua vila; e havia uma guria
com uma caixa; e um taxi; um carroceiro; e ele entendia de polícia; mas sendo
de rua não conseguia apontar quem era o ladrão; não queria polícia perto dele,
mas achava uma ótima ideia e a única pertinente, aliás, nós invadirmos o local
da informação com a Civil...
Tive
um particular com ele, no contexto em que nenhum de nós desejava contato com
qualquer coisa que fosse. Perguntei se havia a possibilidade de ele aparecer
com a minha caixa, pois, se sim, eu iria lhe recompensar, mas era apenas uma
hipótese. O problema é que ganhei de resposta que ele não poderia se meter, que
ele iria morrer e que isso era coisa de Polícia, que havia uma guria com uma
caixa, e que nós devíamos arrombar a casa onde estavam os furtos. – Para quê?
Levar tiros? E que diferença faria ir com a Polícia ou sem ela? As cartas não
iriam aparecer, e eu agora compreendia isso. O Vagabundo foi embora assim que
eu lhe disse que quanto mais ele falava, mas armação parecia, e que ficava cada
vez menos coerente o que ele dizia.
De
acordo com o pessoal, ele me ameaçou para que eu não o entregue à Polícia. EU
JURO que se tivesse entendido esta parte, eu teria voado no pescoço daquele
avestruz pulguento. Era muito possível que, para quem 1# É vagabundo 2# assistiu
ao assalto, 3# divide a rua junto
com os culpados, ele estivesse vendendo uma informação combinada, forjada de ultima
hora.
Eu só queria que este dia acabasse logo,
e que ninguém entrasse no meu quarto, às 19h00+, escuro, ninguém que tivesse
gritado comigo pela manhã, que compreendesse que eu não tinha me alimentado
durante o dia inteiro... Eu só precisava dormir. Nem que fosse uma hora, para acordar
e visitar alguém que retornava após o meu aniversário – um dos lados que contribui
com alguma razão, nestes dias, Mas não conseguiria dormir e nem ver ninguém. O programa
foi suportar hipocrisias paternais e desejar um RESET em tudo. Conviver com a
ideia de que eu perdi um dinheiro incontável em cards. E passear um pouco pelo Facebook,
claro.
***
***
Então é isso. Teve até um pessoal da
minha aula dando suporte. Acho que eu devo dizer um obrigado, mesmo atordoado pelo fato
de que estes ladrões imbecis não compreendam a importância de uma “EFFECT
VEILER” agora que caiu a prioridade no TCG. – POHA, ainda tem o fato de que os mongoloides
roubaram algo inútil para eles, e que vão acabar dando de presente para o filho
de alguém que agora tem as cartinhas que ele viu na televisão.






Cara isso e algo que destruiria a alma de um duelista q, mais serio dudu parabens cara vc consegue segui em frente ^^
ResponderExcluirTu também, já perdeu deck uma vez. Foi a nossa segunda vez ontem. Mas vamos ouvindo Amazing Horse e seguindo em frente mesmo :D
ResponderExcluirhahahahahahaha Muito engraçado Jeremias ali.
ResponderExcluirMas sério, acho q ainda tem alguma esperança pois o Hope não foi roubado e as cartas são inuteis pra eles. Ainda acho q temos q ir na Dice falar sober isso, pedir pra eles comprarem dos gatunos se aparecerem lah e depois pagamos eles.
Hope > Esperança... Não. De boa, a Dice não tem muitos motivos para ajudar, e nem se mistura com YGO.
ResponderExcluirMelhor recomeçar a minha coleção do que perder tempo fugindo disso.