Fantasma
Escuros
ângulos que contemplam meu caminhar
Turvas
visões que vislumbram o meu estar
Maldita
força quimea’trai o coração
Exímio
senso que me traz inspiração
–
Estado inerte de correntes a quebrar.
É
ironia e mais nada a vastidão.
Traz-me
horror e me aguça a visão
Se não
há luz em meio à escuridão
–Nem
mesmo outrem que dissipe a solidão!
Como
posso o caminho encontrar?
Então
perdido, eu vago em te querer
E
nestas noites teu semblante me vem ver
Já não
lamento o ardor da maldição
Que é
o amor, qual despeja ingratidão
Ingrata
busca que não quero esquecer.
Ainda
assim de sentir me faço rude,
E
exausto me entrego à quietude
Ociosa,
pouco a pouco me abraça
O
silêncio não traz paz, e sim desgraça
Verdades
falsas que não tenho quem escute.
Sou
prisioneiro em querer me libertar
Habituado
em jamais te alcançar
Sou a
resposta que resiste contra o tempo,
Uma
vidraça que transpassa este momento
Refletindo
a redenção do seu olhar.
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