"Do you think you'd sell your soul to just have one thing to turn out right? For the thousandth time you turn and find that it just makes no difference to try. Like Holden Caulfield, I tell myself there's got to be a better way. Then I lay in bed and stare at the ceiling – Dream of brighter days" [Get It Right – The Offspring]

sábado, 24 de dezembro de 2011

Dia 23/12 - Preparação para o Natal - CHOQUE


        Finalmente, sai da parte chata do diário! - Por isso resolvi até postar no blog e compartilhar a minha experiencia XD

        So... As primeiras horas após o amanhecer foram calmas. Comi pães e assisti HIMYM. Nisso eu já tinha revirado o mais importante do quarto. Coisas que eu deveria guardar em uma sacola e jogar no lixo antes que outras pessoas chegassem aqui. E assim foi.
        As 09h00, tudo na rua. Violão, Som, Computador, Gato... Só ficou a cama, porque é gigante e não passava, e o Guarda roupa, porque era desnecessário mexer. O próximo passo era tirar a velha cama que ficava guardada embaixo da atual. Assim, puxei e a pus de em pé, e isso era às 09h10. Nesse momento, apareceu a impressão de que havia muitas e muitas aranhas pelos confins da cama. Assim, peguei fiz a volta e me certifiquei, dando um pulo pra trás ao ver que “MUITAS” era a palavra inadequada para o que eu via. Logo catei a lata de inseticida – nota, era contra insetos, não contra aracnídeos – e taquei quase toda a lata. E o resultado...

[09h25] As aranhas não morriam, e eu não queria chegar perto da cama. Então fiquei esperando mais um pouco na rua. Nisso, taquei mais e mais inseticida. O que saiu foi uma barata das profundidades. Tão escondida que aposto que o JIMO das semanas passadas não alcançara ela...

[10h00...] Eu ainda na rua, encarando a cama. Saíra uma aranha disco do asterisco do item, e fora todas fininhas que TAMBÉM NÃO MORRIAM com a merda do inseticida.

* -> aranha disco asterisco.

[10h20!] O pai se indignou comigo e jogou a cama na rua – ele fez isso tão rápido que me deu a impressão de que também estava com medo da cama.

[daí em diante...] Entrei de mangueira, lavei o chão e fiquei ouvindo música deste momento até o fim do próximo: Pintar as paredes. – O dia em que eu quase morri torrado.

Mas voltamos um pouquinho...
Quando eu resolvi escrever, era porque eu não tinha mais ânimo pra entrar no quarto. Ainda faltava pintar um pedaço da parede, e ainda faltava pintar outro pedaço da parede também. Eu estava no pátio né, lutando pra ficar acordado, muito, mas muito, mas muito irritado mesmo, e a avó nos ouvidos dizendo que o quarto era seu e que eu tinha de pintar todas as paredes. – Sendo que não iria pintar uma delas e estava decidido que não mesmo.
Agora, porque eu estava tão de cara? Pra começar... Eu estava bem feliz pintando. O piso que era uma lagoa, a tinta terminando e eu quase terminando também. O notebook tocava músicas tais como “PARTY ROCK ANTHEM”. E eu, perdido lá pelo fundo da mente, pincelando as paredes sem ao menos perceber o que fazia... De repente vi A MORTE! Sabe? O que eu recebi ali NÃO FOI um choque ou uma descarga elétrica. Eu fora ELETROCUTADO! E isso é muito diferente. – A prova disso...? Dói mais, a língua dobra e você só consegue perceber o que está acontecendo quando, após 10 segundos de descarga, você está gritando – isso quando enfim o choque termina e a sua voz sai. O corpo inteiro tremendo. Faltando apenas uns raiozinhos na poça onde seus pés descalços se encontram, para que você não se ache o novo RAIDEN de 2012 (MK).
Outra coisa. Sempre foi assim aqui em casa: “Picada de abelha ou choque? Há! Ficou mais calminho, né?”. HELL NO! Calminho era o **** onde eu mandei a avó tomar antes de eu perceber o que estava falando. Eu despejei um monte de palavrões e disse tudo que se possa imaginar, inconscientemente, a fim de me acalmar. Pois calma era a única coisa que eu certamente não tinha após quase ter tido meus órgãos internos liquidificados. A avó só ria. Logo, eu, continuando a pintura agora rente ao chão, tive uma crise de risos também. Ao fim disso o meu quarto estava a poucos passos do paraíso =D

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

YU-GI-OH! ARTIGOS #1: CORE THEORY - THE THREE LEVELS OF DUELING by JASON GRABHER-MEYER


NOTA: Isto é um teste. Venho com a ideia de dar uma força para os colegas de carteado que muitas vezes não tem condições para encarar artigos tão extensos em inglês.
Provavelmente todos jogadores com que mantenho contato já ouviram muito a respeito deste cara: Entre os mais bem sucedidos do nosso TCG, uma das principais figuras, se não a mais, é o escritor Jason Grabher-Meyer. Seus textos são toda a ferramenta que um duelista precisa para, digamos, upar alguns níveis no jogo. E o que faço aqui, simplesmente, é (tentar) dividir um dos textos dele com vocês.

A total tradução é muito extensa e pesada, e seus artigos, embora sigam uma ordem - primeiro caso esta minha ideia funcione -, seriam postados de acordo com nossas prioridades.



PS: TENHAM EM MENTE! Isto é apenas uma adaptação. Não me responsabilizo por remoção ou adição de informações. E que fique claro isto, assim como estará para o JGM, que o que estou fazendo aqui é uma aproximação-trabalho de, podemos dizer, um fã. Os créditos vão para o autor original, e o texto original pode ser encontrado: AQUI


Pois bem, o primeiro artigo que trago é este. Espero que apreciem a leitura.




CORE THEORY - THE THREE LEVELS OF DUELING by JASON GRABHER-MEYER

CORE THEORY - OS TRÊS NÍVEIS DE DUELISTAS



Pode ser dito que a comunidade mundial de duelistas é composta por um número incontável de jogadores. Centenas de milhares de pessoas, cada uma com os seus estilos, tendências, gostos e desgostos; por fim, características que os fazem únicos. Assim, seria impossível generalizar ou categorizar esta porção humana, pois não existe um método o qual possamos usar para incluir e avaliar a complexidade de cada indivíduo; suas personalidades e experiências enquanto um ser.

É com esta idéia de diversidade em mente que, hoje, eu trago a vocês uma arriscada preposição – uma preposição certamente discutida, mas que nunca antes, talvez, tenha sido de forma tão volumosa: Em meio a todos os duelistas, de qualquer experiência, país ou nível de interesse, nós podemos observar três níveis de jogo.

– Eu proponho esta discussão NÂO para o deleite de jogadores elitistas, NÂO para um senso cego da falsa grandeza, e, claro, também NÂO para incentivar a arrogância ou o conceito vazio do “eu também”. Nós discutimos este tópico apenas porque ele é real; útil a qualquer jogador que reconhece e compreende o jogo como parte de seu prazer em jogá-lo, independente do quão novo, experimentado, casual ou competitivo este possa ser.

O propósito desta preposição

Se você puder olhar para um competidor e rapidamente perceber seus hábitos de jogo, tendências, a ligação dele ou dela com a estrutura do jogo, então você poderá entender muitas coisas que te ajudarão durante os duelos. A partir da leitura de cartas invertidas e das cartas em mãos, a adivinhação de como o adversário irá reagir a um campo aberto ou ao padrão complicado/simplificado de jogo..., o caso é que entender o outro lado da mesa ajudará você a interpretar os movimentos dele e a fazer os seus com maior precisão.
A única maneira de evitar esta leitura é jogando no “vácuo”. Considerar as suas próprias jogadas firmemente baseadas apenas no entendimento e o desenvolver da estratégia com o deck. Não oferecer balanço a si; pouca ou nenhuma adaptabilidade. – Mas é claro, não somos máquinas de probabilidades. Nosso jogo sempre se comporta de acordo com nossas idéias além cards. Sendo assim, somos, em alguma instancia, jogadores “decifráveis”.
Por isso o propósito deste artigo é categorizar todos os duelistas em um destes três níveis que veremos a seguir, transformando a leitura de qualquer oponente em uma tarefa mais fácil.

O quão freqüentemente você faz “movimentos certos” em termos de economia, mas perde para um adversário sem medo de queimar sua mão inteira logo no 2°turno?
Quantas vezes você mal interpretou e não pôde lidar contra uma pressão de ataques – mesmo possuindo cartas em mãos para combater a horda – apenas porque você baseou suas ações sobre o seu entendimento de jogo esquecendo o adversário?
Alguma vez você já perdeu para um jogador que, embora o respeitando como pessoa, você se sentia mais experimentado quanto – ou mesmo com um baralho superior –? E perguntou a si mesmo “como diabos isso foi acontecer”?
Ou virando o lado da mesa. Já aconteceu de você bater um jogador com muito mais recursos/experiência e ele responder com confusão e mesmo frustração ao invés de com um sorriso e um aperto de mãos?
...
Em um nível global, então temos três distintos grupos de jogadores neste TCG. Compreenda cada e você identificará, jogará de acordo, vencerá mais e administrará as derrotas com mais graça. Esta é a meta a partir de agora: Entender tendências comuns e usá-las não só para jogar melhor, mas também para manter a cabeça fria e adquirir leituras mais precisas em suas vitórias e derrotas. Com isto dito, vamos logo ao primeiro grupo:



O Duelista Nível 1

Nosso primeiro grupo cobre a mais diversa onda de indivíduos, todos com seus desejos e seus backgrounds. Ele ou ela podem ser novos no jogo, ou relativamente novos em comparação à mentalidade de jogadores de maior pretensão. Eles podem ser jogadores de longa data também, mas usualmente estão interessados em um jogo casual. De qualquer forma, eles certamente seriam novos aos conceitos da CORE THEORY, que diz respeito à economia, simplificação versus complicação e utilidade versus sinergia.
Ele ou ela até poderiam ter o entendimento destas teorias também, mas eles decidem simplesmente que isto não faz parte de como eles se interessam pelo jogo. Pois enquanto divertindo-se como duelistas, as metas dele ou dela provavelmente são encontradas.

Estes jogadores tendem a apresentar a maioria, se não todos, dos seguintes hábitos:

–AGRESSÃO: O nível1 não espera vencer consistentemente. Não se cobrará tanto devido a uma derrota e sente-se relativamente sem pressão enquanto duelando. Isto é o que o alimenta: Não existe uma rigorosa punição para a falha. Mas, claro, o sucesso sempre é acompanhado por um bom sentimento, razão principal que nos faz jogar. Sendo assim, no momento em que ele enxergar a possibilidade de vitória, lá estará ele, pronto para abraçá-la.

–REPETIÇÃO/ROBOTIZAÇÃO: O nível1 não é estúpido, e ele não falhará em guardar os resultados tanto de suas ações quanto as do seu adversário. Se ele usou de um movimento e este movimento funcionou bem, ele procurará chances para e o repetirá. Mas se, ao contrário, ele agir e ser punido pela ação, isto também moldará as suas bases de ações imediatas. O duelista nível1 se sustenta pelas próprias experiências mais do que se guiando por regras ou peças de teorias.

–LEITURAS: Um jogador deste nível tem capacidade para fazer leituras das cartas ou metas adversárias, mas usualmente ele pouco utiliza suas percepções. Ele está mais preocupado com a sua própria estratégia quanto com a de qualquer outro.

–ESCOLHAS DE DECK: O duelista nível1 joga com o que ele quer. Isto pode ser um deck temático, um baralho pessoal que há muito ele vem desenvolvendo, cartas de estimação..., ou mesmo algo encontrado na internet e que ele acredita lhe dar vitórias o suficiente para satisfazê-lo. – Espere pelo inesperado.

Mesmo longe de sermos juízes do que é certo e errado, podemos dizer que, em um senso restritamente competitivo, o duelista nível1 joga um jogo muito pobre. Há muito pouco espaço para adaptações significantes em seu estilo de jogo. Ele é relativamente previsível e não incorpora métodos de longo-termo que lhe garantirá resultados mais consistentes. E, ainda assim, isto está perfeitamente bem! Ninguém deveria culpar ou ser culpado por apenas procurar diversão. Nós todos temos nossos objetivos. O duelista nível1 apenas não está no mesmo jogo que os outros dois níveis – e não estar não significa que nunca estará. Apenas lembramos que cada jogador tem suas próprias metas, e as metas do jogador nível1 lhe cabem bem enquanto um jogador causal.

Sabe? A condição do duelista nível1 não é apenas andar por aí perdendo um jogo atrás do outro, o tempo inteiro. Primeiro, seus contatos de jogo moldam as suas perspectivas. Assim, se ele é um jogador nível1, provavelmente os seus companheiros duelistas são do mesmo seu nível, o que significa não haver uma superioridade entre dois jogadores enquanto em suas partidas. MAS, esquecendo isto por um tempo, e também ignorando a falta de desejo de vencer consistentemente, jogadores nível1 continuam vencendo freqüentemente por duas grandes razões: A primeira razão é em muito devida a agressão já mencionada: O ritmo agressivo destes duelistas sempre pega um competidor mais experimentado fora de guarda; ou simplesmente pune este mesmo terminando logo um duelo em que o duelista mais consistente comprou sem qualquer sorte.
Jogar apenas uma ou duas cartas por turno, procurando pacientemente pelos famosos +1’s, pode não ser o suficiente para bater este cara, visto a facilidade com que ele pode queimar a sua mão inteira sem ao menos hesitar e te mandar mais cedo pra casa.

O nível1 geralmente jogará com um deck que um duelista de nível mais alto irá provavelmente pensar que não vale a pena ao seu estilo de jogo; também, pode ser com um deck que vence freqüentemente e é atrativo, mas que não apresenta consistência o suficiente para um jogador veterano em torneios.
Um jogador nível2 pode olhar para um deck “BURN” ou um “OLD DEMISE” e pensar “Este deck pode vencer seis com sorte até sete em 10 rounds, mas eu sei que não me deixará no Top16”. Um duelista nível1 pode olhar o mesmo deck e pensar: “Seis vitórias?! HELL YEAH I’LL PLAY IT!”.



O Duelista Nível 2


Este segundo grupo cobre a vasta maioria dos jogadores competitivos. Estes são os caras que aparecem em seus locais e regionais com a meta de alcançar Top8. Vencer é divertido, mas vencer e ganhar prêmios, muito mais. Criar alguma coisa nova pode ser divertido também, mas o duelista nível2 percebe que a criatividade muitas vezes custa suas vitórias e desempenho testado e garantido. Para solucionar o conflito que isto gera, jogadores deste nível tendem a desenvolver duas atitudes: Uma casual e outra competitiva. Ainda assim, a segunda atitude geralmente fala mais alto. Não por apenas a vitória, mas pelo lucro que ela pode gerar em um semestre consistente em campeonatos.
           
Este jogador é usualmente bem versado em CORE THEORY: ao menos ele ou ela entendem o básico sobre economia, às vezes se baseando tanto por isso que, ao fim, acabam ignorando outros fundamentos importantes.
Um panorâmico entendimento de utilidade e sinergia provavelmente também fará parte das características deste jogador, manifestando-se ou pelo conhecimento adquirido pelo jogo, então verbalizado em uma linguagem própria, ou simplesmente alguma impressão inata. (“Isto é uma carta morta” pode ser entendimento inato, enquanto “esta carta não apresenta utilidade ao fim do duelo”  pode ser visto como embasamento ns conceitos de CORE THEORY”.

Observe os padrões de comportamento neste grupo:

–CONSERVAÇÃO: Este jogador entende tudo sobre economia – ou pelo menos ele acha que entende. A menos que ele esteja em um dia realmente ruim ou arrasado física ou mentalmente, ele vive e morre pelas regras que aprendeu, fazendo as suas decisões sempre baseadas em volta das teorias do jogo. Ele sempre quer os +1’s, - um saco cheio destes, se possível – e não pretende te dar nenhum. Em direção a este fim, ele freqüentemente joga no estilo conservador, oferecendo pouca ou nenhuma chance para o adversário ganhar vantagem de cartas ou alguma informação enquanto que ele espera roubar ambas para si mesmo.

–REPETIÇÃO/ROBOTIZAÇÃO: Como o nível1, o jogador nível2 aprende por jogadas seriadas e automáticas. A diferença é que enquanto o competidor nível1 repete suas jogadas ou se põe em situações semelhantes logo quanto possível, o duelista nível2 joga as mesmas táticas em um senso mais adiante, analisando seus movimentos pela perspectiva da CORE THEORY. Um bom duelista nível2 sabe encontrar similaridades entre as jogadas suas e do adversário, mesmo se eles estão usando decks diferentes por inteiro.

–LEITURAS: Este jogador usualmente faz leituras em uma opinião-maioria dos fatos e em probabilidade matemática. Ele sempre observará a pilha do adversário para saber se a “MIRROR FORCE” ou o “TORRENTIAL TRIBUTE” já foram ativos quando decidir fazer uma grande jogada. Ele até mesmo recorrerá a alguns números para adquirir uma impressão geral do que poderia ou não desabilitar os seus movimentos, e, com isso, usualmente suas jogadas são calculadas antes da ação. Este jogador considera muito as suas opções antes de agir e se esforçará para adivinhar as chances de uma resposta adversária. Contudo, ainda assim a sua leitura não é genial ou assombrosa, mas apenas experimental. “Se ele usa 3x ’MYSTICAL SPACE TYPHOON’, então eu devo criar uma isca antes de fazer set desta?” ou “Quais são as chances de aparecer um ‘ARCHLORD KRYSTIA’ no próximo turno?” são dois bons e comuns exemplos de leituras feitas neste nível.

–ESCOLHAS DE DECK: Um nível2 joga com o que ele acha que vai ganhar, ou com o que ele imagina ter diversão com, dependendo se ele se encontra em cena casual ou competitiva. Ele não jogara com um deck qualquer – existe um propósito para guiá-lo nesta escolha, e a sua decisão é afetada demasiadamente pelo conhecimento das matchups e o seu meta local ou regional, tanto quanto (esperamos), também, por uma seqüência de testes com o deck. Ele não jogará com um deck “BURN” apenas porque quer causar dano. Ele jogará com este deck porque a construção possui isso e aquilo de draw engine, esta e aquela vantagem no duelo1, uma ou outra boa combinação e assim por diante. Também, ele joga com um deck conhecido e de indiscutível sucesso, ou que chamamos de “Tier1” no seu atual formato. Se não joga, ele certamente tem uma grande razão por trás desta escolha. Possivelmente a resposta seria a mistura de técnicas pessoais combinadas com razões especificas e efetivamente testadas contra o mesmo “tier1”.


–CONHECIMENTO METAGAME: Um duelista nível2 sabe quais são os decks mais competitivamente bem sucedidos (ou ao menos ele tem conhecimento do que venceu os últimos campeonatos importantes neste formato). Este conhecimento molda as suas decisões sobre o deck inteiro, e  mais a fundo, escolhas técnicas de carta por carta do deck – assim como as decisões do que levar de SIDE.

Em termos de CORE THEORY e jogadas mais especializadas, podemos considerar que, enquanto o duelista nível1 “joga um jogo pobre”, o duelista nível2 “joga um bom jogo”. Este duelista conhece muitas teorias e discutiria inteligentemente sobre o jogo com outros. Ele provavelmente lê as coberturas dos YCS ou ao menos checa a lista dos decks no top16 dos dois dias do evento. Ele conhece o movimento “certo” em termos de economia e quase sempre fará este movimento.
Um profundo entendimento do jogo e de suas próprias estratégias comanda as suas decisões em mesa, enquanto que o conhecimento das matchups e as conseqüências em potencial reduzem suas escolhas de deck.

Ao mesmo tempo, um duelista nível2 pode não entender o porquê de ele perder certos jogos. E mesmo depois de cavar fundo pela resposta, ele certamente concluirá que a razão pela derrota se deu em maioria por causa de “má sorte”. Ele vai perder para um nível1 e possivelmente ficar frustrado quando isso acontecer. Ele poderia jogar suas cartas “melhor do que qualquer outro jogaria” e continuar falhando em algo.

Um sólido duelista nível2 alcançará top na maioria dos locais, e poderia até pegar um top também nos regionais. Dependendo de suas condições, ele participaria de YCS – e em um dia perfeito, até voltaria para casa como o campeão de um torneio grande assim. Novamente: A maioria dos duelistas se encaixa dentro desta categoria.


...

Posto sobre as lendas mais tarde XD

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

20/12/2011 - Dia do Futebol



[01h23 AM] Meu quarto
21/12/2011

        Cansado pra cacete Tipo, ontem fiquei escrevendo o diário e o sono desapareceu. Então fui até as 04h30 com a fanfiction e ainda assisti quatro episódios de HIMYM depois disso. Hoje, logo após as13h00 eu estava acordando. A primeira coisa que vi era a mensagem do Endo pelo MSN, confirmando que vinha jogar e que estava vindo mesmo sem conseguir me ligar – meu celular desligado. Minutos depois, enquanto eu apagava de novo, “duas pessoas” estavam me chamando. Era o Diego e o irmão dele, que conhecemos hoje, e que foi o melhor do nosso time pelo simples fato de que mais ninguém jogava a menos de uns anos... Mas que seja. O jogo era apenas as 15h00, e até lá demoraria muito para isso.
        Tendo isso em mente, e tendo em mente que meu quarto estava completamente inabitável, o pai hospedou os guris na sua sala. Além das “duas pessoas”, o Endo e o irmão deste também. Logo viriam alguns duelos, incluindo o irmão do Diego pilotando os “AGENTS” por alguns turnos.
        Foi bem legal isso. Matamos uma garrafa de refrigerante, eu perdi o meu EXTRA em meio às cartas do Matheus, o Gatíssimo fofamente monopolizando a sala com toda a sua fofura...

        Às 15h00, ao sairmos daqui, o Gabriel estava para nos chamar já – quer dizer, para me chamar, mas se surpreendeu com a quantidade de jogadores que teríamos. Pegamos a bola e fomos nós cinco na frente, enquanto o resto se organizava. E pelo nosso caminho, nós mostramos exemplarmente o quão bem jogamos. Era canelada, eu batendo uma falta que foi para o lado contrário de onde estavam os guris – ao menos eu me redimi ao tirar os tênis –, umas peneiradas sem jeito e coisas assim. Mas o principal não era a falta de habilidade, já que a bola também não ajudava muito. O problema era o nosso preparo físico – eu, por exemplo, enquanto esperava os carros passarem para atravessar a faixa, precisei por as mãos nos joelhos e respirar, morto. Mas, acima de tudo isso, era culpa do tempo. 33°Graus!- Sério!
        Logo o time do Gabriel apareceu. Entraram apavorados, porque um de nós tinha batido uma falta e, com a bola batendo no telhado da casa abandonada, ricocheteou no matagal da prainha.
        Agora, sobre o jogo, o que posso escrever é que não durou muito. Nós não conseguíamos correr atrás da bola. Eu estava um prego, o Endo só fez merda – tomamos todos os gols por culpa dele –, o irmão do Endo saiu do jogo quando colocamos o Mangueira no time dos guris e pegamos o amigo deste – o que significa que jogamos com um a menos o tempo todo –, e o Diego mais catou areia do que ajudou. MAS ainda assim, ganharíamos.
        Com esse calor todo, NO OLHO DO SOL, parecia desumano nós jogarmos bola – tínhamos ciência disso –, mas o que fazer? Terminar o jogo em CINCO? Por mim, ótimo. Para os outros, entenderam que era o necessário a fazer antes que as células se derretessem e virássemos uma poça de manteiga no gramado.
        Aliás, sobre gramado, isto era espinho. E onde não tinha espinhos, era a área do goleiro, onde eram apenas dunas e mais dunas as quais pessoas sem tênis não podiam pisar porque os pés queimavam, Quer dizer, tínhamos uma bola leve, mal podíamos entrar na areado goleiro, e não tínhamos preparo físico algum. Um desastre. Mesmo. Não é querer me gabar, até porque eu jogo merda nenhuma mesmo, mas os melhores lances foram meus. Primeiro os créditos ao Endo e ao irmão do Diego, que correram o quíntuplo de mim. Em segundo, a mim, que chutei três bons disparos ao gol e depois fiz um golaço. Um deles eu estava na ponta e recebi de costas para o gol. Dominei num pé, a bola subiu e eu girei o corpo num foguete rente ao ângulo. Depois, onde mesmo sem jogar a milhares de anos, eu voltei a sentir a mesma dor de antes, eu chutei uma de jeito simples e mandei no ângulo, mas para fora. Dali em diante eu mal podia caminhar já. Mas me ri de felicidade interna quando, ao cobrarem a lateral para o meio do campo e a bola quicar sem que o Guilherme pudesse alcançá-la, eu dei um passo para o lado e, ao que a bola quicou, peguei na veia, no ar, mandando um chute com muito efeito, forte, que passou rente a trave e entrou. Depois disso, faltava apenas um gol. Demos uma pausa, voltamos, fizemos o gol e terminamos o jogo. Insuportavelmente quente. Minha pele queimava suada como se eu fervesse a 200°[...]

        Voltamos para casa, felizes, mesmo com um jogo tão merda. Sair de casa só para se sujar e se machucar e morrer de insolação até que não é uma má idéia. Nós nos divertimos, na verdade. O resultado era a gente liquidando uma 3.300ml de refrigerante e nos separando após isso.
        Ah, sobre o Sol, aqui vai um parágrafo estético-revolucionário. E é sério. Tipo: “Minha vida mudou! Hoje eu sou mais feliz usando este produto...”, ou alguma coisa assim. Pois antes de sair para o jogo, eu estreei o bloqueador solar 70fps que a Maim comprou para mim durante sua última viagem. – E lembra o que escrevi nos últimos dois a respeito de eu estar em pleno verão e, ainda assim, eu não estar um camarão? Pois é! Tanto eu não estava, como também nunca mais vou ficar /O/ - O bloqueador bloqueia muito no monobloco, mesmo =DDD


        O Diego e o irmão ficaram aqui um pouco. Internet, música, o meu violão – esse cara não sabia fazer “COME AS YOU ARE” e ainda curtiu eu fazer, para se ter uma idéia. AHSUASHAUSHAUSHAUSH XD
        Quando o Diego se foi, logo reapareceu. O Félix tinha ligado para ele e avisando sobre jogatina esta noite. Recebido o aviso, tomei banho – eu estava um croquete por causa de uma tentativa mal sucedida de uma meia bicicleta (caindo de costas nas dunas pelando) – e também dormi ouvindo PB. Isso até as 21h00, quando o Diego me ligou avisando que estava passando aqui.

[...] Daí em diante coisas do carteado e voltar bem cedo pra casa [...]

YGOWE T1C2PtII – RESPLANDEÇA! A DESCIDA DO ARQUILORDE!

Para o capítulo anterior CLIQUE AKI

– NaNiKaNaNaNiKaNaNaNiKaNaBonJuaKoNe!!
– Então, qual a carta de hoje?
– “Enquanto ‘THE SANCTUARY IN THE SKY’ existe de face para cima no campo, você pode descartar um monstro LIGHT ao cemitério para destruir todos os monstros que o seu oponente controla".
– Sério, todos, todos mesmo?...
– Sim, todos!
– ...Que efeito devastante! Sugoiiiiiiiii! =P

YGOWE T1C2PtII – RESPLANDEÇA! A DESCIDA DO ARQUILORDE!


– Três cartas são compradas?!
– Sim, eu compro três; mas ainda tem um segundo efeito! Pois quando enviadas do campo ao cemitério, para cada “7”, aumento os pontos de vida em 700! Totalizando 2100pts! [Nino: 6700LP -> 8800LP]
Com uma mão nova, Nino fala triunfante – É agora que o meu turno realmente começa! – ele tinha comprado o seu último “7”, e agora, sua carta Às.

***

         – Curioso para saber o que tenho em mãos? – Nino sorria tão confiante e abertamente que inspirava medo. – A primeira coisa a ser jogada é esta. Invoco uma vez mais ele, “WARRIOR OF ZERA” (1600/1600)! E novamente surgia em campo o mesmo guerreiro de armaduras verdes e uma manta vermelha.
         “Outro deste?”, Juan imaginava o motivo.
         – Para que esta carta serve afinal, apenas apanhar?! – Perguntava Paulo, desconfiando de haver algo mais por trás de uma mera invocação de um monstro sem efeito. No entanto, aos seus olhos, a carta ainda era apenas um vanilla, e ocupando no mínimo dois espaços em um deck.
         – Então vamos! Tributo meu “WARRRIOR OF ZERA” para trazer a campo sua suprema evolução! Resplandeça “ARCHLORD ZERATO” (2800/2300)!
         Dos céus do palácio, um halo de luz atingia o guerreiro. Por um momento podia-se notar que, em meio à ofuscante claridade, a criatura em meio ao raio luminoso ganhava uma nova forma. Então subitamente o halo se dissipa, assim revelando um imenso par de belas e brilhantes asas cruzadas entre si. Segundos após a revelação das asas, estas se abrem violentamente, como resultado, lançando fortes correntes de ar ao seu redor. Ninguém envolvido com o duelo parecia ter palavras para descrever a forma angelical exposta no campo de batalha.
         Por um momento as preocupações desapareceram da mente de Juan; produto da admiração que o Arquilorde provocava em todos ali presentes.
         – Olá ZERATO, seja bem vindo – Nino cochichou enquanto a sua criatura Às começava a levitar sob o piso da arena.
         – Vocês já tinham visto esse bicho antes?! – silvou Paulo por entre os dentes, estarrecido.
         – Esta é a segunda vez que o vejo – respondeu Ruan, ainda sem desviar seus olhos do Arquilorde. – Jonas é quem teve a sorte de sempre presenciar a invocação do “ARCHLORD ZERATO” – e não “bicho”, Paulo – algumas vezes mais do que eu.
         – Essa é a primeira vez que vejo também – respondeu Juan.
         – Vamos seguir em frente? – Nino falou monotonamente enquanto analisava sua mão. – Eu ativo agora a habilidade especial do meu Arquilorde! – ele revelava uma carta. – Por descartar um monstro do tipo LUZ da minha mão enquanto eu controlo a carta de campo “THE SANCTUARY IN THE SKY”, posso destruir todos os monstros sob o seu controle. E eu descarto esta: “ZERADIAS, HERALD OF HEAVEN” – Nino descartou a carta e ergueu uma de suas mãos para o campo adversário. – Agora, “ARCHLORD ZERATO”, sobrepuje com JULGAMENTO DIVINO!!!
         De repente o céu, então turvo, brilhava em fulgor. Formava-se uma imensa e radiante parede de luz envolta das trevosas criaturas em campo de batalha. Em segundos, mesmo o imenso “DESPAIR FROM THE DARK” desintegrava-se com extrema facilidade.
         “Que poder...!”, Juan apenas podia assistir; seu campo vazio, sem qualquer proteção, e lhe restando apenas duas cartas em mãos. Com a volta de todo o esplendor de “THE SANCTUARY IN THE SKY”, ele imaginava se haveria como virar este duelo no próximo turno, isto é, se houvesse um próximo turno.
         Mas haveria. – Meu Arquilorde ainda não atacou – Comentou Nino, trazendo a atenção do adversário. Ele encarava sua última carta em mãos com um olhar sinistro. – “ARCHLORD ZERATO”, ataque agora! ONDULAÇÕES SAGRADAS!!!
A criatura, após varrido os monstros adversários, suntuosamente lança-se contra os céus; sua longa lâmina refletindo a luz admirável que o fio capta. Suas asas batem contra o ar uma única vez, causando uma agradável lufada contra o adversário. Milésimos depois, o ataque! Os olhos não acompanhavam a velocidade da forma angelical. Ela retorna graciosamente á sua posição primária, ostentando a derrota sob a sua forma mais bela. [Juan: 4000LP -> 1200LP]
– Vou fazer set disto e encerrar meu turno – concluíra Nino, posicionando sua última carta.
         – Nunca imaginei que ele pudesse ser tão bom jogador assim – comentava Paulo. – Estas cartas do [AST] já têm alguns anos, não?
– Sim – ambos os outros dois duelistas responderam. – Isso é o porquê de o Nino possuir todas estas cartas e jogar tão precisamente com o baralho. Levou um bom tempo para ele conseguir, mas enfim, olha o resultado: – Jonas continuou – Nunca vejo o Dudu perder, mas duvido muito ele se recuperar dessa.
– Jonas, eu vou me recuperar – Respondeu Juan. Ele comprou sua carta e imediatamente sorriu. – Nino – disse ele, soltando uma risada afetuosa. – Lembra dessa? Você que me deu!
– O quê? Vais usar uma... “SOUL-ABSORBING BONE TOWER”?! Adivinhava Nino.
– Não uma. Na verdade, duas! Agora faço invocação especial da minha primeira pelo efeito da “CALL OF THE MUMMY”, e então, aqui, a segunda “SOUL-ABSORBING BONE TOWER” (400/1500)!
Erguem-se do solo duas gigantescas torres negras, construídas de ossos e restos pútridos. Ambas as torres estão cercadas de duendes de aparência cadavérica. Também, as almas destas criaturas circulam fora de seus corpos entre uma torre e outra.
– A seguir, ativo o que espero derrubar seu Arquilorde. “Também, não me resta mais nada para apostar”, ele concluía. – Jogo com a carta mágica “BOOK OF LIFE”! Por selecionar e remover do jogo um monstro em seu cemitério, isto me permite trazer de volta a vida um monstro do tipo Zumbi que está no meu. Eu removo o seu “ZERADIAS, HERALD OF HEAVEN”; reapareça, “DESPAIR FROM THE DARK”, modo de ataque!
– Ele planeja destruir seu monstro junto com o “ARCHLORD ZERATO” do Nino! – Jonas disse levando as mãos à cabeça.
– E o que restava para o Dudu com apenas estas três cartas... Se ele não fizesse exatamente este movimento, mesmo que arriscando cair sobre a carta invertida do Nino, seria como simplesmente esperar o “ZERATO” ativar o seu efeito outra vez. A prioridade é tirar o Arquilorde do campo.
 – É verdade. É o melhor que o Dudu pode fazer – concluía Paulo.
– Agora é ativado o efeito de ambas minhas “SOUL-ABSORBING BONE TOWER”! Quando um monstro do tipo Zumbi é invocado por invocação especial, duas cartas do topo do seu deck são enviadas ao cemitério. E como controlo duas “TOWER”... – Nino enviava quatro cartas do topo do seu deck antes de Juan terminar a fala. – “DESPAIR FROM THE DARK”, ataque! “Espero que funcione”. Juan orava por si mesmo, assistindo ao seu monstro partir de imediato em direção ao Arquilorde.
Com toda a sua grandeza, no momento exato ao que as garras fantasmais do desespero o alcançariam, “ARCHLORD ZERATO” colidiu contra a criatura adversária causando um forte clarão. Ao fim do flash, nenhuma das criaturas restava em campo.
– Para finalizar meu turno, ataco diretamente com minhas duas torres – Ordenava Juan, enquanto que duas pequenas rajadas negras eram disparadas contra o adversário. [Nino: 8800LP -> 8000LP].
         – Grande dano, não? – Juan se ria sozinho, imaginando quanto mais tempo iria demorar à sua derrota chegar.
– Minha vez – Nino compra sua carta, e a invoca, fazendo surgir em campo uma anja de cabelos compridos e grandes asas, caracterizada pelas três orbes flutuantes que a acompanham. – Acho que você conhece esta famosa carta – comenta Nino – “THE AGENT OF CREATION – VENUS” (1600/0).
         – Sim, eu já ouvi um pouco sobre os agentes, mas nunca esperei por você os usando – confessou Juan. – É uma agradável surpresa ter a chance de observar uma "VENUS” –, disse ele – mas o que mais você poderia fazer neste turno com isso?
         – Bom, eu não posso te atacar, certo? – certificava-se Nino sobre o efeito especial das torres adversárias.
         – Pois é; enquanto eu controlar outro monstro do tipo Zumbi, “SOUL-ABSORBING BONE TOWER” não pode ser selecionada como um alvo de ataque.
         – Legal isso! Mais uma vez Paulo observava. – Ao mesmo tempo em que uma torre não pode ser atacada, a outra também não pode! Mas mesmo que elas não possam ser atacadas..., isso não significa então que o Nino poderia atacar diretamente? Quer dizer...
         – Paulo, você é um grande observador – Juan elogiou. – Mas há algum tempo houve uma alteração sobre uma regra que diz respeito a situações exatamente como estas. Antes poderíamos atacar diretamente mesmo que o adversário controlasse duas criaturas com o mesmo efeito tal como as minhas torres; mas isto é passado, agora podemos usar esta jogada como uma parede invisível aos ataques adversários.
         – Ok Dudu, eu só queria me certificar mesmo. Vamos acabar logo com isso, então – Nino irrompeu de sua quietude. – Os meus pontos de vida estão muito altos; mesmo que conseguisses me bloquear por mais alguns turnos, as nossas vidas já mostram o resultado, correto?
         – Infelizmente, correto, Nino – respondeu Juan. – Se realmente existe maneira de por fim neste duelo agora, então, por favor, termina com isto logo; pois o máximo que eu poderia fazer seria prolongar o nosso jogo e esperar para que a sorte me respondesse – ele continuou – E mesmo que eu vencesse aqui com um golpe de sorte, a este ponto do jogo, isto estaria certo? Entende...?
         – O Dudu está desistindo? – Perguntou Jonas.
         – Não, ele não vai precisar – respondeu Nino. – Acho que esta partida é minha, sim, e é neste turno!
Ambos os duelistas se encararam rapidamente e, então, Nino prosseguiu. – Por pagar 500lp, ativo o efeito da “THE AGENT OF CREATION – VENUS”, me permitindo chamar da mão ou baralho uma “MYSTICAL SHINE BALL” (500/500); e tenha em mente, Dudu, que eu vou usar este efeito duas vezes. [Nino: 8000LP ->7000LP].
         Duas límpidas esferas de energia descem das nuvens ao campo.
         – E como que mais dois monstros vanilla vão terminar com esta partida?
         – Paulo, vocês cismou com esta palavra! – Reclamou Jonas.
         – É que... Tu sabes né Jonas? Vanilla = baunilha! O gordo ria novamente, lambendo os beiços em deboche.
         – Fim; é hora de revelar minha carta armadilha! – Nino capturou a atenção novamente. – Dudu, ótima partida! Mas este tipo de ataque não poderá ser evitado pelas suas torres – Nino alertou ao virar a carta final. – Eu selo o nosso jogo com esta, “SOLAR RAY”!
         – O que isso faz?!
         – Com ela, eu inflijo 600pts de dano ao adversário para cada monstro de atributo LUZ que eu controlo com a face para cima!
         – Outra incrível jogada! – disse Juan, observando todas as cores da aurora preenchendo o céu do santuário enquanto os seus pontos de vida desapareciam; assim como também desaparecia o cenário da carta campo. [Juan: 1200LP -> 0LP].
         – Ótima partida mesmo, mas para você né? – Juan disse quando alcançou Nino para um sincero aperto de mãos, sem perceber o quanto de ambigüidade gerava o seu comentário. Por um curto momento Nino imaginou que o seu último adversário estava profundamente chateado, mas percebeu que aquilo era apenas um elogio mal expressado. Mesmo em derrota, o duelo havia sido uma grande experiência. Disso ele tinha certeza.

         Quando eles desceram da plataforma, Ruan já os aguardava com uma das pastas em mãos. – Nino, já sabes o que vai pegar daqui? – ele perguntava enquanto tamborilando os dedos sobre o item repleto de cartas raras.
         – Claro! Sei sim! Respondeu Nino, ajeitando o seu boné e abrindo a pasta. – É esta aqui! – ele apontou.
         – Bom duelo, mesmo – Ruan disse, entregou a carta. Logo, lançou um olhar duradouro sobre o outro duelista. – Hã... Dudu?
         – Fale – Juan respondeu desviando o olhar pata um duelo que ocorria ao longe, no outro lado do domo.
         – Não queres uma carta também?
         – Isso pegou Juan desprevenido; ele apontou para si mesmo antes de responder: – Bom, eu perdi o duelo, e ainda assim...
         – Apenas aceita – Interrompeu o outro, estendendo-lhe uma carta. – Vou te passar ela; metade do valor, e não precisamos acertar agora – por fim disse Ruan, quem não perderia a chance de fazer negócio... – Pode ser?
– Ah, claro –, ele respondeu enquanto guardava a sua mais nova carta, “POT OF AVARICE”, junto de suas outras. – É realmente uma boa adição para o baralho – completou.

***

Passadas 16h00, Ruan saia do carro direto à sua casa. Segundo ele, compromissos. Segundo os outros, “pretexto para evitar pessoas”.
***

         Com todo o fim da tarde a frente, Paulo dirigia com os outros duelistas até a casa de Jonas, onde enfim ele adquiriria o seu baralho.
         – Então – o motorista disse – o nome da carta é “COMMAND KNIGHT”? Tens também, Jonas?
         – Só tenho uma.
         – E ai guris, ao menos mais uma dela por aí? É rara? – Paulo perguntava decidido. Ele queria porque queria repetir a jogada das “SOUL-ABSROBING BONE TOWER” em um deck de Guerreiro.
         – Paulo, não que sejam raras, mas são bem valiosas – respondeu Juan, sinalizando, com os dedos, possuir duas cópias da carta. – E quando eu digo que são valiosas, são valiosas mesmo. Os guris estão de prova aí. Mas eu te passo.
         – E o que queres por elas... Te pago a tua divida com o Juan, pode ser?
         – Ok. Considere isso um presente, ainda assim.

***

         Então à noite, depois de ido e vindo de casa em casa em buscas das cartas para o seu baralho, Paulo possuía quarenta cartas em um deck; ele estava eufórico para testar algumas jogadas ensaiadas, mesmo que, em prática, nada disso fosse além de equipar monstros com uma tonelada de cartas mágicas. – E aí, quem joga comigo? – ele perguntou.
         – Bom, o Nino já foi, e eu estou enjoado disso, sério. Tu sabes da minha aversão por Guerreiros, e, também, já joguei hoje... – dizia Juan, apontando para a figura curvamente sentada na frente do computador. – Sabes de quem é a vez de jogar, certo?
– Ok... Ao menos vou ter a minha revanche – disse Jonas, rolando sua cadeira confortável até uma mesa disposta com cartas espalhadas e buscando seu baralho. – Esta na hora de testar como fica um deck com 45 cartas! – disse ele, pausando seu jogo.
– Jonas, antes, me dá teu deck aqui outra vez; quarenta e cinco é muito ainda, meu! – disse Juan, abruptamente avançando e retirando mais da metade do deck das mãos do amigo. – Olha! Esta aqui já pode sair. Faltam apenas mais quatro – disse ele, segurando uma carta em posição de rasgá-la.– Cara primeiramente, não rasga minhas cartas. Segundo: NÂO! Eu já tirei cartas demais, e, sabes que eu não gosto que mecham no meu baralho. Sai fora! – reprovou Jonas, recuperando o seu deck com agora quarenta e quatro cartas. Faltava uma carta, mas, sem dúvidas, aquela não seria entregue.
– Cara, isso é muito ruim, sério mesmo; pra que tu vais querer... – dizia Juan, quando de repente batidas ao longe interromperam a discussão no quarto. Uma voz inesperada e conhecida chamava do lado de fora da casa.
– O que ele quer aqui à noite?! – Jonas disse, disparando para o corredor que levava ao portão. Paulo e Juan seguiam logo atrás.
– Jonas. Escuta. Eu preciso fazer um duelo. Preciso agora. E aí, topas? – Dizia Ruan, pausadamente, assim que o portão se abria mais, iluminando vagamente a sua face.
– Duelar? – Jonas sorriu. – Entra aí – ele disse. – Gordo, acho que conseguimos o teu adversário – ele completou, enquanto girava a chave de volta na fechadura.


~[continua...]~

Enfim, postado XD

Bom, espero que tenham gostado e que estejam curiosos para ver como será o deck do Ruan, tanto quanto como vai ser o comportamento do baralho do Paulo – embora saibamos muito bem como é que funciona aquela – ou essa – estupidez.

Por fim. Uma das atividades que estou pensando em me dedicar aqui no blog é à tradução de artigos do Jason Grabher-Meyer. Por esta razão, se alguma vez vocês realmente precisaram comentar algo aqui, saibam que agora É o momento. Aguardo comentários de todos vocês. Um “boa idéia” ou “péssima idéia” já é o suficiente. Mas EXPRESSEM algo sobre. – Confesso que estou bastante empolgado com esta possibilidade XD

Agora, o preview:

YGOWE T1C2PtIII – MÚSCULOS VS TÁTICAS


– Talvez agressão demais seja, ao fim, uma tática efetiva, não é?
– Pois é! Mas já imaginou ativar “MAGIC CYLINDER” agora?
[...]
– O que?! Sério, repete. Quanto?! Mais de OITO MIL?!!!
  
*   Chama o Jeremias pra essa P@rra!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

#1 - Historinha - #1

Em um vilarejo distante... O povo local vivia sossegado, feliz e colhendo das mais diversas arverezes frutíferas que se pode imaginar. No entanto, ao topo da montanha a qual o vilarejo ao pé residia, existia um terrível dragão de chiferezes triplos. Ele dormia seu sono de meses, acordando apenas ao surgir do inverno.

***
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Nos tempos antigos, durante o seu acordar, o Dragão visitava o vilarejo, causando a destruição de muitas casas e a morte de muita gente.

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Mas com o passar dos anos, o povo do vilarejo encontrou uma maneira de se salvar e prosperar. Duas vezes ao ano, após a fera terrível acordar, lhe era oferecida o corpo de uma jovem virgem. Este era o pagamento para que a fera não atormentasse o vilarejo novamente até o seu próximo despertar.

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Muitas virgens foram sacrificadas ao longo dos anos. Mas era para o bem maior...

- What? More than Nine MIL?!

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Até que um dia, um bom jovenzinho resolveu ser HERÓI. Se revoltou com o sistema de sacrifícios do vilarejo e, para salvar as virgens - até que a ideia não era tão ruim, né? -, decidiu lutar contra o Dragão.

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Ele subiu no seu lagarto verde limão forte e, empunhando uma espada, seguiu até o topo da montanha do Dragão.

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O pequeno espadachim desafiou a temível besta. E então a batalha teve início.

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E, após a batalha, o menininho ficou assim:

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[THE ENDS]

- E não se esqueçam! As arverezes somos nozes =D



By... TRENT!