[01h23 AM] Meu quarto
21/12/2011
Cansado pra cacete Tipo, ontem fiquei
escrevendo o diário e o sono desapareceu. Então fui até as 04h30 com a
fanfiction e ainda assisti quatro episódios de HIMYM depois disso. Hoje, logo
após as13h00 eu estava acordando. A primeira coisa que vi era a mensagem do
Endo pelo MSN, confirmando que vinha jogar e que estava vindo mesmo sem
conseguir me ligar – meu celular desligado. Minutos depois, enquanto eu apagava
de novo, “duas pessoas” estavam me chamando. Era o Diego e o irmão dele, que
conhecemos hoje, e que foi o melhor do nosso time pelo simples fato de que mais
ninguém jogava a menos de uns anos... Mas que seja. O jogo era apenas as 15h00,
e até lá demoraria muito para isso.
Tendo isso em mente, e tendo em mente
que meu quarto estava completamente inabitável, o pai hospedou os guris na sua
sala. Além das “duas pessoas”, o Endo e o irmão deste também. Logo viriam
alguns duelos, incluindo o irmão do Diego pilotando os “AGENTS” por alguns
turnos.
Foi bem legal isso. Matamos uma garrafa
de refrigerante, eu perdi o meu EXTRA em meio às cartas do Matheus, o Gatíssimo
fofamente monopolizando a sala com toda a sua fofura...
Às 15h00, ao sairmos daqui, o Gabriel
estava para nos chamar já – quer dizer, para me chamar, mas se surpreendeu com
a quantidade de jogadores que teríamos. Pegamos a bola e fomos nós cinco na
frente, enquanto o resto se organizava. E pelo nosso caminho, nós mostramos
exemplarmente o quão bem jogamos. Era canelada, eu batendo uma falta que foi
para o lado contrário de onde estavam os guris – ao menos eu me redimi ao tirar
os tênis –, umas peneiradas sem jeito e coisas assim. Mas o principal não era a
falta de habilidade, já que a bola também não ajudava muito. O problema era o
nosso preparo físico – eu, por exemplo, enquanto esperava os carros passarem
para atravessar a faixa, precisei por as mãos nos joelhos e respirar, morto.
Mas, acima de tudo isso, era culpa do tempo. 33°Graus!- Sério!
Logo o time do Gabriel apareceu.
Entraram apavorados, porque um de nós tinha batido uma falta e, com a bola
batendo no telhado da casa abandonada, ricocheteou no matagal da prainha.
Agora, sobre o jogo, o que posso
escrever é que não durou muito. Nós não conseguíamos correr atrás da bola. Eu
estava um prego, o Endo só fez merda – tomamos todos os gols por culpa dele –,
o irmão do Endo saiu do jogo quando colocamos o Mangueira no time dos guris e
pegamos o amigo deste – o que significa que jogamos com um a menos o tempo todo
–, e o Diego mais catou areia do que ajudou. MAS ainda assim, ganharíamos.
Com esse calor todo, NO OLHO DO SOL,
parecia desumano nós jogarmos bola – tínhamos ciência disso –, mas o que fazer?
Terminar o jogo em CINCO? Por mim, ótimo. Para os outros, entenderam que era o
necessário a fazer antes que as células se derretessem e virássemos uma poça de
manteiga no gramado.
Aliás, sobre gramado, isto era espinho.
E onde não tinha espinhos, era a área do goleiro, onde eram apenas dunas e mais
dunas as quais pessoas sem tênis não podiam pisar porque os pés queimavam, Quer
dizer, tínhamos uma bola leve, mal podíamos entrar na areado goleiro, e não
tínhamos preparo físico algum. Um desastre. Mesmo. Não é querer me gabar, até
porque eu jogo merda nenhuma mesmo, mas os melhores lances foram meus. Primeiro
os créditos ao Endo e ao irmão do Diego, que correram o quíntuplo de mim. Em
segundo, a mim, que chutei três bons disparos ao gol e depois fiz um golaço. Um
deles eu estava na ponta e recebi de costas para o gol. Dominei num pé, a bola
subiu e eu girei o corpo num foguete rente ao ângulo. Depois, onde mesmo sem
jogar a milhares de anos, eu voltei a sentir a mesma dor de antes, eu chutei
uma de jeito simples e mandei no ângulo, mas para fora. Dali em diante eu mal
podia caminhar já. Mas me ri de felicidade interna quando, ao cobrarem a
lateral para o meio do campo e a bola quicar sem que o Guilherme pudesse
alcançá-la, eu dei um passo para o lado e, ao que a bola quicou, peguei na
veia, no ar, mandando um chute com muito efeito, forte, que passou rente a
trave e entrou. Depois disso, faltava apenas um gol. Demos uma pausa, voltamos,
fizemos o gol e terminamos o jogo. Insuportavelmente quente. Minha pele
queimava suada como se eu fervesse a 200°[...]
Voltamos para casa, felizes, mesmo com
um jogo tão merda. Sair de casa só para se sujar e se machucar e morrer de
insolação até que não é uma má idéia. Nós nos divertimos, na verdade. O
resultado era a gente liquidando uma 3.300ml de refrigerante e nos separando
após isso.
Ah, sobre o Sol, aqui vai um parágrafo
estético-revolucionário. E é sério. Tipo: “Minha vida mudou! Hoje eu sou mais
feliz usando este produto...”, ou alguma coisa assim. Pois antes de sair para o
jogo, eu estreei o bloqueador solar 70fps que a Maim comprou para mim durante
sua última viagem. – E lembra o que escrevi nos últimos dois a respeito de eu
estar em pleno verão e, ainda assim, eu não estar um camarão? Pois é! Tanto eu
não estava, como também nunca mais vou ficar /O/ - O bloqueador bloqueia muito no monobloco, mesmo =DDD
O Diego e o irmão ficaram aqui um pouco.
Internet, música, o meu violão – esse cara não sabia fazer “COME AS YOU ARE” e
ainda curtiu eu fazer, para se ter uma idéia. AHSUASHAUSHAUSHAUSH XD
Quando o Diego se foi, logo reapareceu.
O Félix tinha ligado para ele e avisando sobre jogatina esta noite. Recebido o
aviso, tomei banho – eu estava um croquete por causa de uma tentativa mal
sucedida de uma meia bicicleta (caindo de costas nas dunas pelando) – e também dormi ouvindo PB. Isso até as 21h00, quando o
Diego me ligou avisando que estava passando aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário