"Do you think you'd sell your soul to just have one thing to turn out right? For the thousandth time you turn and find that it just makes no difference to try. Like Holden Caulfield, I tell myself there's got to be a better way. Then I lay in bed and stare at the ceiling – Dream of brighter days" [Get It Right – The Offspring]

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

20/12/2011 - Dia do Futebol



[01h23 AM] Meu quarto
21/12/2011

        Cansado pra cacete Tipo, ontem fiquei escrevendo o diário e o sono desapareceu. Então fui até as 04h30 com a fanfiction e ainda assisti quatro episódios de HIMYM depois disso. Hoje, logo após as13h00 eu estava acordando. A primeira coisa que vi era a mensagem do Endo pelo MSN, confirmando que vinha jogar e que estava vindo mesmo sem conseguir me ligar – meu celular desligado. Minutos depois, enquanto eu apagava de novo, “duas pessoas” estavam me chamando. Era o Diego e o irmão dele, que conhecemos hoje, e que foi o melhor do nosso time pelo simples fato de que mais ninguém jogava a menos de uns anos... Mas que seja. O jogo era apenas as 15h00, e até lá demoraria muito para isso.
        Tendo isso em mente, e tendo em mente que meu quarto estava completamente inabitável, o pai hospedou os guris na sua sala. Além das “duas pessoas”, o Endo e o irmão deste também. Logo viriam alguns duelos, incluindo o irmão do Diego pilotando os “AGENTS” por alguns turnos.
        Foi bem legal isso. Matamos uma garrafa de refrigerante, eu perdi o meu EXTRA em meio às cartas do Matheus, o Gatíssimo fofamente monopolizando a sala com toda a sua fofura...

        Às 15h00, ao sairmos daqui, o Gabriel estava para nos chamar já – quer dizer, para me chamar, mas se surpreendeu com a quantidade de jogadores que teríamos. Pegamos a bola e fomos nós cinco na frente, enquanto o resto se organizava. E pelo nosso caminho, nós mostramos exemplarmente o quão bem jogamos. Era canelada, eu batendo uma falta que foi para o lado contrário de onde estavam os guris – ao menos eu me redimi ao tirar os tênis –, umas peneiradas sem jeito e coisas assim. Mas o principal não era a falta de habilidade, já que a bola também não ajudava muito. O problema era o nosso preparo físico – eu, por exemplo, enquanto esperava os carros passarem para atravessar a faixa, precisei por as mãos nos joelhos e respirar, morto. Mas, acima de tudo isso, era culpa do tempo. 33°Graus!- Sério!
        Logo o time do Gabriel apareceu. Entraram apavorados, porque um de nós tinha batido uma falta e, com a bola batendo no telhado da casa abandonada, ricocheteou no matagal da prainha.
        Agora, sobre o jogo, o que posso escrever é que não durou muito. Nós não conseguíamos correr atrás da bola. Eu estava um prego, o Endo só fez merda – tomamos todos os gols por culpa dele –, o irmão do Endo saiu do jogo quando colocamos o Mangueira no time dos guris e pegamos o amigo deste – o que significa que jogamos com um a menos o tempo todo –, e o Diego mais catou areia do que ajudou. MAS ainda assim, ganharíamos.
        Com esse calor todo, NO OLHO DO SOL, parecia desumano nós jogarmos bola – tínhamos ciência disso –, mas o que fazer? Terminar o jogo em CINCO? Por mim, ótimo. Para os outros, entenderam que era o necessário a fazer antes que as células se derretessem e virássemos uma poça de manteiga no gramado.
        Aliás, sobre gramado, isto era espinho. E onde não tinha espinhos, era a área do goleiro, onde eram apenas dunas e mais dunas as quais pessoas sem tênis não podiam pisar porque os pés queimavam, Quer dizer, tínhamos uma bola leve, mal podíamos entrar na areado goleiro, e não tínhamos preparo físico algum. Um desastre. Mesmo. Não é querer me gabar, até porque eu jogo merda nenhuma mesmo, mas os melhores lances foram meus. Primeiro os créditos ao Endo e ao irmão do Diego, que correram o quíntuplo de mim. Em segundo, a mim, que chutei três bons disparos ao gol e depois fiz um golaço. Um deles eu estava na ponta e recebi de costas para o gol. Dominei num pé, a bola subiu e eu girei o corpo num foguete rente ao ângulo. Depois, onde mesmo sem jogar a milhares de anos, eu voltei a sentir a mesma dor de antes, eu chutei uma de jeito simples e mandei no ângulo, mas para fora. Dali em diante eu mal podia caminhar já. Mas me ri de felicidade interna quando, ao cobrarem a lateral para o meio do campo e a bola quicar sem que o Guilherme pudesse alcançá-la, eu dei um passo para o lado e, ao que a bola quicou, peguei na veia, no ar, mandando um chute com muito efeito, forte, que passou rente a trave e entrou. Depois disso, faltava apenas um gol. Demos uma pausa, voltamos, fizemos o gol e terminamos o jogo. Insuportavelmente quente. Minha pele queimava suada como se eu fervesse a 200°[...]

        Voltamos para casa, felizes, mesmo com um jogo tão merda. Sair de casa só para se sujar e se machucar e morrer de insolação até que não é uma má idéia. Nós nos divertimos, na verdade. O resultado era a gente liquidando uma 3.300ml de refrigerante e nos separando após isso.
        Ah, sobre o Sol, aqui vai um parágrafo estético-revolucionário. E é sério. Tipo: “Minha vida mudou! Hoje eu sou mais feliz usando este produto...”, ou alguma coisa assim. Pois antes de sair para o jogo, eu estreei o bloqueador solar 70fps que a Maim comprou para mim durante sua última viagem. – E lembra o que escrevi nos últimos dois a respeito de eu estar em pleno verão e, ainda assim, eu não estar um camarão? Pois é! Tanto eu não estava, como também nunca mais vou ficar /O/ - O bloqueador bloqueia muito no monobloco, mesmo =DDD


        O Diego e o irmão ficaram aqui um pouco. Internet, música, o meu violão – esse cara não sabia fazer “COME AS YOU ARE” e ainda curtiu eu fazer, para se ter uma idéia. AHSUASHAUSHAUSHAUSH XD
        Quando o Diego se foi, logo reapareceu. O Félix tinha ligado para ele e avisando sobre jogatina esta noite. Recebido o aviso, tomei banho – eu estava um croquete por causa de uma tentativa mal sucedida de uma meia bicicleta (caindo de costas nas dunas pelando) – e também dormi ouvindo PB. Isso até as 21h00, quando o Diego me ligou avisando que estava passando aqui.

[...] Daí em diante coisas do carteado e voltar bem cedo pra casa [...]

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