"Do you think you'd sell your soul to just have one thing to turn out right? For the thousandth time you turn and find that it just makes no difference to try. Like Holden Caulfield, I tell myself there's got to be a better way. Then I lay in bed and stare at the ceiling – Dream of brighter days" [Get It Right – The Offspring]

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FICTION: YGOWE T1C1PtI – [O INÍCIO]


YGOWE T1C1PtI – INTITULADO [O INÍCIO]

         A arena no ginásio da escola estava completamente cheia, repleta de duelistas que assistiam ao confronto de dois colegas de turma. Entre o imenso público, muitas pessoas estavam presentes apenas por ser um tumulto. Nem todos ligavam para as cartas e estratégias. E, sobre isso, tudo indicava que o Jonas também não ligava para estratégias...

– Eu invoco esta, “SKILLED DARK MAGICIAN” (1900/1700). Um mago, vestindo uma roupa puída e antiga, com o rosto escondido nas sombras de seu capote, segurando um bastão de metal, surge em campo para reafirmar a inabalável confiança de momentos atrás. Tudo de que Jonas precisava era de uma carta assim.

– Eu não acredito que troquei isso contigo! Juan, conhecido pela arena como “Dudu” – um apelido detestável; vamos combinar? –, emanava frustração pela inesperada compra adversária, revelando estar tenso de acordo com como a partida começava a se desenvolver. Sua presença de campo era um “LORD VAMPIRE" (2000/1500), uma “CALL OF THE MUMMY” de face para cima, e uma carta de face para baixo. – Não dá para aceitar uma coisa dessas, o monstro é LV4 e carrega todos estes status?! – Mesmo com o monstro mais forte em campo, não seria em uma hora dessas que o duelista zumbi deixaria de reclamar sobre movimentos adversários.

– Eu ativo “MYSTIC BOX”, e seleciono meu “GAZELLE THE KING OF MYTHICAL BEASTS” (1500/1200). Isto vale em troca da destruição do seu “VAMPIE LORD”! – Jonas comandou a mágica com suas mãos estendidas. Duas caixas mágicas cobriram a fera e o vampiro lorde de sorriso maligno. Espadas atravessavam as caixas no campo da fera, enquanto nada acontecia com a caixa onde supostamente se encontrava o vampiro. Porém, um momento depois, quando as caixas revelavam seus segredos, havia a fera ao lado do adversário enquanto sinal algum de vampiro sobre o campo. – Não se esqueça da habilidade especial do meu “SKILLED DARK MAGICIAN”, que ganha um contador mágico para cada carta mágica que nós ativamos!

– O que planejas fazer com isso? – perguntou Juan, assim como todo o ambiente também. A atmosfera se animava com a jogada, mas muitos dos presentes sabiam da habilidade especial do monstro recém enviado ao cemitério. E tanto para os presentes quanto também para o auto considerado melhor duelista da escola, a jogada adversária não passava de desperdício de cartas.

– Dudu, eu sei da habilidade do seu monstro. Não te preocupa com isso, ao invés, dá uma olhada nesta! Porque o que ativo agora é a “MONSTER REBORN”, trazendo de volta a vida o seu vampiro sob meu controle! E claro, colocando um segundo contador mágico sobre o meu mago.

– Isso é mau, ou bom, sei lá! O Jonas vai finalmente ganhar uma partida do Dudu, e na frente de todo mundo! – Gabriel, um personagem baixinho e que em breve não mais aparecerá na estória, apenas um duelista casual amigo de ambos os duelistas da arena, observa.

– Mais um contador e lá vem o “DARK MAGICIAN!” – outros personagens irrelevantes comentam sem perceberem lhes faltar o ar enquanto aguardando ansiosamente à ativação de outra carta mágica.

– Dudu, aqui está: “MYSTICAL SPACE TYPHOON” – Jonas ativava o tufão que destruía a mágica de face para cima no campo adversário, adicionando o último contador mágico ao seu monstro. – E agora ativo a habilidade especial do meu “SKILLED DARK MAGICIAN”, sacrificando-o quando possuo três contadores mágicos, posso trazer o todo poderoso “DARK MAGICIAN” (2500/2100). O mago puído desaparecia envolto de uma luz negra, dando lugar à icônica criatura dos Monstros de Duelo. O Ginásio inteiro contemplava a lenda, dando ainda mais majestade à presença inquietante do mago supremo. Com exceção de Mutou Yugi, poucos foram os jogadores a possuírem tão poderosa carta. Dedicado a seguir com um baralho de seu ídolo, Jonas era um dos raros jogadores a apresentar a carta uma vez ou outra em suas partidas.
Após buscar seu grande mago, num imenso baralho de sessenta cartas, Jonas tinha a plena certeza de uma vitória tanto quanto ele não deveria ter. O seu adversário não era visto como um duelista sujo – algo pelo qual o próprio se alto proclamava, aliás – por uma razão qualquer. Uma carta em campo sempre significava um truque barato quando se tratava do Juan como adversário. E nesta manhã as coisas não seriam diferentes. Controlando o Às do seu duelista favorito, Jonas declara um ataque contra a criatura bestial agora em campo adversário. [Juan: 4000LP -> 3000 LP]
– Agora, “VAMPIRE LORD”, ataque diretamente para reduzir a vida adversária a... – Por mais que o seu primeiro ataque tivesse funcionado, o segundo revelaria o verdadeiro vencedor da partida.
         – Calma aí –, interrompia Juan. Por mais que ele sentisse orgulho pela jogada do amigo, e também pena por arruiná-la no fim, a única coisa que transparecia era um sorriso tedioso. Com seus movimentos contidos ele se movia para terminar a partida um turno depois. – Olha, essa foi por pouco, por pouco mesmo, se não fosse a minha armadilha... Mas, quando o “VAMPIRE LORD” ataca, retorno ele à mão do dono original, que sou eu, com a “COMPULSORY EVACUATION DEVICE”! “Ainda bem que eu uso três desta”, Juan pensou. “LORD VAMPIRE” foi chutado do campo automaticamente após a ativação da armadilha.

          “Bom, dessa vez o Jonas perdeu jogando bem, Não foi declarando ‘monstro’ quando infligiu dano de batalha com uma ‘VAMPIRE LADY’, ao menos”. Observava em silêncio, escondido em meio à multidão, um garoto obeso e cabeludo, quem secretamente carregava duas garrafas de licor por debaixo do casaco imenso o qual vestia. “Além do mais, se já vi essa seqüência de jogo antes, mesmo contra as chances, acho que sei o que há na mão do Jonas, e o porquê ele finalizou o turno encarando a carta”.


         – Minha vez, então – Juan deixou uma risada escapar ao olhar o que puxava. – Começo invocando o meu “VAMPIRE LORD” por efeito de uma nova “CALL OF THE MUMMY!”. – Você sabe Jonas; enquanto eu não controlo monstros, uma vez por turno este efeito pode ser ativado, me permitindo convocar por chamado especial um monstro do tipo Zumbi da minha mão. Destruir a minha primeira cópia parece não ter lhe adiantado nada, portanto. Juan lança um olhar vago em torno da arena antes de continuar sua jogada. – Também invoco a “PYRAMID TURTLE” (1200/1400). O sinistro lorde reaparecia na arena, acompanhado de uma estranha tartaruga de casco amarelo piramidal. – E não é só isso! Em seguida eu ativo “CREATURE SWAP”! Seu mago agora é meu! – Sem parar de jogar carta atrás de carta, após forçar a troca entre criaturas em campo, adquirindo o mago lendário em troca de uma tartaruga sem status, Juan trouxe à tona a sua carta mais poderosa. – Se é para nós jogarmos tudo o que temos, então é com prazer que eu te derroto pelas mãos do meu mais poderoso monstro! Por remover da partida o meu “VAMPIRE LORD”, eu posso invocar especialmente o grande “VAMPIRE GENESIS” (3000/2100)!
         Com um urro de causar arrepios até nos mais seguros de espírito, o grande e abominável monstro de pele rubra convertida em músculos ascende da arena da partida para o massacre.
          – “DARK MAGICIAN”, ataque “PYRAMID TURTLE” com o clássico ataque de magia negra! A pirâmide é destruída causando algum dano ao seu novo controlador. [Jonas: 4000LP -> 2700LP] Em seguida, o efeito da minha tartaruga, que foi destruída em batalha, permite que eu procure por um monstro do tipo zumbi, com 2000DEF ou menos do meu baralho e invoque-o. No entanto, não é necessário gastar o nosso tempo com isso, não é? Basta este e é o fim; “VAMPIRE GENESIS”, sua vez! O assombroso titã de mandíbulas atravessadas atinge o adversário tal como se ele fosse um prego à espera de um martelo; seus punhos gigantes encerram a partida. [Jonas: 2700LP -> 0LP].

***

         Lentamente a arena começa a esvaziar. É o fim do intervalo, então muitos estudantes devem voltar às suas classes. Exceto para aqueles que matam aula, que, por falar em matar aula...
– Qual a diferença entre perder outra aula de matemática ou não, se de qualquer modo não haverá como passar na nossa próxima prova? Juan falava para si, como se precisasse de argumentos para gazear o período escolar.
Jonas aproxima-se – Cara, qual a graça em sempre vencer assim? – Jonas perguntava ao se aproximar com um ar desapontado.
         – Usando as cartas do adversário para esmagar ele, você diz? – Juan respondia sarcasticamente. – Bom, na verdade eu acho divertido. Se há uma maneira fácil e segura de vencer, sendo que a única coisa que importa, ao fim, É vencer, porque eu faria de um jeito mais difícil?
         – Eu já esperava por alguma resposta assim... – Jonas confessa sem surpresa alguma, enquanto acena para seus colegas de aula ao longe, gesticulando que irá matar a próxima aula também.
         – Então, vamos de uma vez à lancheria comer alguma coisa? – Juan indagava conhecendo a resposta.

Ao longe, encostado ao portão de saída do ginásio, como sempre fazia, Paulo esperava pelos companheiros. Há pouco ele começava uma amizade com os guris. Jonas até mantinha algum contato com aquele pelos corredores da escola, mas, para Juan, a amizade ainda era nova. Com exceção destas últimas semanas do segundo ano, a única vez a qual Juan encontrara-se com o garoto gordo desta estória, acontecera logo no primeiro dia de aula do seu primeiro ano, quando, vindo de um ano superior, Paulo invadira a aula para conhecer, ou melhor, se exibir à nova turma do primeiro ano. Na ocasião, não bastasse estar bêbado e rir incrivelmente alto, Paulo foi descoberto do seu disfarce e expulso da sala pela professora. É a prova viva que apenas um casaco com capote muitas vezes não camuflagem é o suficiente para esconder uma fisionomia imensamente redonda.
        
– E aí Jonas, ownado pelo Juan outra vez? Em gargalhadas altas, esperando uma resposta que não vinha, Paulo debochava à chegada dos amigos. O olhar lançado por Jonas não era feio apenas devido à fome...
– Eu não acredito que perdi desta forma ridícula de novo, sério! – Enquanto atravessavam o último corredor em direção ao portão principal, Jonas esbravejava. – Se ao menos meu baralho fosse um pouco mais completo...
– Mais completo o quanto, Jonas; por acaso existe alguma forma de adquirires a carta que, eu sei, te faltava naquela hora? Aliás...
– Espera aí, que carta?! – Juan interrompia. Para ele, carta alguma mudaria o resultado da partida.
– Bom..., Dudu – Paulo limpou a garganta para dar ênfase em suas palavras – O Jonas passou o turno com uma carta em mãos, e, sendo da forma que foi, seria melhor até que, simplesmente, ele usasse qualquer outra carta ao invés da que ele tinha em mãos no último turno dele. De boa, até meu “GOBLIN CALIGRAPHER” seria mais útil. Porque tu sabes né? O Jonas carrega no deck uma carta que ele sequer pode ativar.
– Desculpa te interromper – o duelista zumbi falou – Mas, porque ele faria isso, digo, colocar uma carta sem condição de ativação no deck? Aliás, só me diz uma coisa. Se essa carta pudesse ser ativada, por acaso o resultado da partida teria sido diferente? – embora não fosse a sua vontade, o tom de voz usual de Juan, quando conversando sobre o TCG, sempre saía esnobe, como se ele fosse um ser superior – algo que, de fato, ele achava que era.
– Assim, se o Jonas tivesse ativado aquela carta, que eu penso que era – ele olhou para o Jonas que assentia confirmando realmente ser a carta em questão – velho... – pausa para juntar ar o suficiente para a próxima gargalhada – tu tinha ido para o ***** na mesma hora! Mais e mais risadas medonhas ecoavam pela avenida movimentada enquanto o grupo alcançava a lancheria uma esquina após a escola.
– Então, dá pra vocês me dizerem de uma vez que diabos era essa maldita carta?! – Dramaticamente, ou quem sabe não, transtornando-se de curiosidade, Juan inquiria a informação. Era inacreditável que um duelista pusesse em seu baralho uma carta que ele sequer pode ativar... “O que uma idolatria não faz...”, Juan imaginava.

***

– O que vamos fazer amanhã, gente? – Juan pergunta esperando adquirir qualquer motivo para não ficar o fim de semana dentro de casa.
         – Bom, como estou de folga amanhã e semana que vem começa o campeonato Regional, pretendo jogar e treinar um pouco – respondeu Jonas. – Vocês poderiam passar lá em casa amanhã? Podíamos duelar e aproveitar que é sábado para procurar o pessoal. Talvez pudéssemos sair em busca de cartas novas, até. Não acham uma boa idéia? E claro Paulo, eu estou falando apenas com o Dudu. Tu ainda não jogas com a gente, certo?
– Quê?! Não jogo? NÃO JOGO?! ERRADO! Eu te ganho seu ***** mole! Não preciso de muito para isso não. – Dudu, tu podes emprestar o baralho, por favor? – Paulo parecia tão entusiasmado que, ainda antes de receber o deck de zumbis, foi indagado: – Ok cara, pode pegar, mas... Sério, tu sabes como o jogo funciona? E, desculpa, mas de onde vem todo esse entusiasmo?
A resposta foi automática, sustentada por um sorriso de lado a lado da cara, em meio ainda mais gargalhadas gordas e escrotas: – Há! Cara, e porque eu não estaria assim tão animado? É semana véspera de campeonato, não é? O que seria melhor do que esmagar o Jonas e tirar toda a confiança dele perdendo para um novato sem deck? Hahaha!
         – Ei! – Jonas protestou batendo com o punho na mesa. – Pode vir cara, estou sempre pronto para um duelo.
– Pior, Gordo! Essa eu quero ver! E o perdedor paga o café, pode ser, gente? – A idéia tinha de vir do Juan. “Chance para comer de graça, claro!”
– CERTÍSSIMO! Um grito [...] A lancheria inteira olhava com olhos de medo para a figura oval. A mesma figura que mandava um beijinho para o Jonas e se dirigia à plataforma de duelos no segundo andar do estabelecimento coçando a barriga. – Vem de uma vez porque eu vou te arregaçar, hahahaha!
Quando o Paulo queria ser socialmente desagradável, ele parecia se esmerar tanto para...
– Deixa que eu pago o aluguel da arena! – Disse por fim Juan, correndo sob a escadaria antes que a partida começasse.

~[END]~

Qual seria a carta decisiva que Jonas segurava em mãos em seu último duelo?

Poderá um Duelista de primeira viajem conduzir um baralho de Zumbis à vitória?

Quem são os próximos personagens a aparecer?

Irá Nazaré atirar mais uma vítima pela escada?

Estas e outras respostas vocês encontrarão somente em:

YGOWE T1C1PtII – LUTE ATÉ O FIM, BLAST MAGICIAN!


– Paulo, cuidado! – Embora o duelista zumbi estivesse tentando alertá-lo sobre o perigo que representava a criatura..., ele respondeu – Pretendo descobrir a habilidade deste mago por conta própria. Jonas não vai se safar assim tão fácil do meu “RYU KOKKI”. Espere e veja. Porque agora é minha vez! ACCEL SYNCHRO!!

5 comentários:

  1. Mystic Box 1 real, Creature Swap 2 reais, Vampire Genesis 5 reais... perder pro seu próprio monstro... NÃO tem preço (he never have a chance)

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  2. Creature Swap + Pyramid Turtle / Melhor que isso só o cara com o DAD, o Destiny End Dragon e o TUTTI-FRUTTI e o outro trazer um HEDGE GUARD e ativar SHIELD & SWORD -> END =P

    * True Story, Isn't it? *-----*

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  3. com certeza procurar uma carta em meio a 60 deve ser uma açao muito dificil em meio a um duelo

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  4. suahsuahsuahsauh ainda mais qundo só se usa uma cópia de cada!

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